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O fim do amor

O desejo da separação surge de repente?

Sexo & Comportamento - Folha de Londrina
30 ago 2010 às 18:43

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Reprodução
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Quase sempre é deslumbrante o início da vida de um casal. De forma inconsciente, as partes deixam aparecer o que existe de melhor para o relacionamento. Afastam qualquer imagem que possa de alguma forma perturbar o estado ideal da paixão. Mas, com o passar do tempo, a intimidade chega e cada um vai se mostrando como realmente é, ou seja, se apresenta por inteiro.

Comportamentos pessoais que antes eram invisíveis vêm à tona, decepcionando aos poucos o outro. Ressentimentos vão se armazenando. O desejo de separar-se não surge de repente. Não se percebe o exato momento que se inicia o processo de separação.

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O relacionamento vai se desgastando lentamente. O beijo na boca, que é o termômetro da ligação do casal, é esquecido. Às vezes, o tom de voz vai se alterando, o respeito vai se afastando e as cobranças estão sempre presentes, abrindo espaço para a crise conjugal.


Fatores que contribuem para as dificuldades conjugais: ciúme, falhas na comunicação, infidelidade (que não é mais um valor absoluto, mas sim relativo à situação do casal), dificuldades financeiras, problemas sexuais de ordem orgânica ou psicogênica e muitos outros.


Às vezes, as discussões são substituídas pelo silêncio. É o momento de reconhecer que algo deve ser feito pela relação, por iniciativa de qualquer uma das partes. Respostas prontas para determinar quais são os fatores que dão origem à crise conjugal que pode levar à separação não existem.


É complicado para o casal compreender onde está a deficiência no relacionamento. Procurar por ela querendo enxergar o outro como culpado não vai resolver nada. Quando se percebe, a vida a dois se tornou uma tortura. O encantamento, a cumplicidade, a paixão, as fantasias, o amor, tudo que existia se transforma em desprazer. Daí pra frente, todo e qualquer comportamento e gesto do outro passa a incomodar.


Os danos psicológicos são profundos, são raras as separações sem traumas. Para sobreviver a este fato sem perder o chão é preciso evitar, a todo custo, as acusações mútuas, procurando fazer um levantamento do que foi positivo na relação. É interessante buscar ajuda através de psicoterapia de casais, antes que tudo desmorone.

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Marilandes A. Braga, psicóloga e terapeuta sexual, Presidente Prudente/SP


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