Uma pesquisa recém-concluída pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em parceria com a Faculdade de Saúde Pública da USP revela que quando o assunto são vitaminas e nutrientes essenciais para a saúde, como o cálcio e a vitamina D, a dieta do brasileiro deixa muito a desejar.
O Estudo Brazos Nutricional, apontado como a mais completa pesquisa já realizada sobre alimentação no Brasil, avaliou 2.420 pessoas (em entrevistas porta a porta), em 150 municípios das cinco regiões do país. O estudo foi divulgado nesta terça-feira (25), durante coletiva em São Paulo.
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Os resultados mostram que os brasileiros ingerem quantidades menores do que o recomendado internacionalmente de vitaminas e nutrientes essenciais para o organismo. E derrubam o mito de que o tradicional prato de arroz com feijão, salada e carne é suficiente para uma alimentação adequada, pois embora rico nos chamados macronutrientes, o prato típico da refeição brasileira não é suficiente para garantir as quantidades necessárias de cálcio, vitaminas D,E,A e potássio necessárias para a saúde. O motivo: a vida corrida do brasileiro vem contribuindo para o menor consumo de frutas, verduras e grãos nas porções indicadas.
Para se ter uma idéia, o brasileiro consome quantidade de cálcio três vezes abaixo da quantidade diária recomendada internacionalmente e até seis vezes menos vitamina D do que o necessário para prevenir doenças como a osteoporose e a hipertensão. Situação semelhante acontece com vitaminas E, A, K, potássio e betacaroteno. "A saúde óssea do brasileiro está comprometida e o risco de adquirir doenças crônicas é cada vez maior", afirma o médico reumatologista Marcelo Pinheiro, da Unifesp, coordenador do estudo.
O Estudo Brazos Nutricional utilizou o chamado relatório de inquérito alimentar - método reconhecido mundialmente para esse tipo de avaliação em que o pesquisado relata o que comeu nas últimas 24 horas - para determinar se o brasileiro consome as quantidades diárias recomendadas internacionalmente de vitaminas e minerais para manter a saúde e evitar diversas doenças, como osteoporose, hipertensão e até a síndrome metabólica.