Uma cirurgia delicada, realizada no Hospital Universitário (HU) em Londrina, separou gêmeos siameses, do tipo xifo-onfalópagos, que estavam unidos pelo abdome. O procedimento, feito na última sexta-feira (27), durou cerca de quatro horas e os meninos, de cinco meses, passam bem. A expectativa é que possam ter uma vida normal daqui para frente.
A maior dificuldade da cirurgia, segundo os médicos, foi separar os fígados, que estavam ''fundidos''. O pericárdio também teve que ser separado e fechado em torno de cada coração.
O risco principal, durante o procedimento, era de hemorragia. O segundo, de não haver tecido (pele) para fechar o abdome e o tórax das crianças.
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Um dos fatores de sucesso da cirurgia, que envolveu duas equipes, com 19 profissionais, entre anestesistas, cirurgiões e enfermeiros, foi o preparo anterior. A fisioterapia foi fundamental para ''esticar'' a pele e fazer o alongamento das paredes internas e dos músculos. Durante os cinco meses de vida, explicou o cirurgião, a mãe foi orientada a fazer uma separação mecânica forçada, que nada mais era que tentar separar os meninos. Isso formou pele suficiente para que depois da cirurgia o abdome pudesse ser recoberto.
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