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Fígado, rins e córneas

Quarenta pessoas foram beneficiadas por doações de órgãos em janeiro no Paraná

Redação Bonde com AEN-PR
15 jan 2026 às 14:49

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Foto: Albari Rosa/Arquivo AEN
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O Paraná registrou 15 doações de órgãos nos primeiros dias de 2026, possibilitando a realização de transplantes pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e garantindo nova chance de vida a pacientes que aguardam na fila. Foram doados fígado, rins e córneas, que beneficiaram cerca de 35 pessoas no Paraná e cinco de outros estados.


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O Paraná alterou, de forma consistente, o cenário da doação de órgãos e dos transplantes. Ao analisar os dados consolidados entre 2001 e 2024, houve um crescimento expressivo, com ênfase nos últimos seis anos, período em que os números deixaram de oscilar e passaram a se manter em patamares mais altos e estáveis.


Regularidade


O maior salto foi em relação aos doadores efetivos por milhão de população (pmp). Em 2001, o Estado registrava 9,4 doadores pmp. Em 2024 esse número chegou a 43,7 (pmp), um crescimento de cerca de 365%. Mais do que o salto em si, chama atenção a regularidade dos resultados recentes, que confirmam a consolidação de um processo mais seguro e eficiente, se comparado às décadas anteriores.


Entre 2001 e 2010 a média de doadores por milhão de população foi de 10,08. Já de 2011 a 2019, esse número passou para 27,94 e de 2020 a 2024 para 40,84.


A progressão no número de doadores impactou diretamente a quantidade de procedimentos realizados. Em 2001, o Paraná contabilizou 729 transplantes, enquanto em 2024 o total chegou a 2.081, um aumento de 185% no período.


Nos últimos seis anos, o avanço contínuo nos transplantes reflete um sistema mais estruturado e sensível, capaz de transformar o gesto solidário da doação em recomeços reais para centenas de pacientes e suas famílias.


Fatores determinantes


Segundo a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), esse desempenho está relacionado ao fortalecimento da CET (Central Estadual de Transplantes), à ampliação da rede de hospitais notificadores e transplantadores, à padronização de protocolos e à qualificação contínua das equipes multiprofissionais envolvidas em todas as etapas do processo, da identificação do potencial doador à realização do transplante.


Outro fator determinante é o avanço nos fluxos de regulação e logística, que permitiu maior agilidade na captação, transporte e distribuição de órgãos, reduzindo perdas e ampliando o aproveitamento das doações. As ações permanentes de sensibilização da população também contribuíram para o aumento da taxa de autorização familiar, considerada estratégica para a consolidação dos resultados.


Além disso, a interiorização da política de transplantes foi determinante para esse aumento, com mais hospitais capacitados para notificação de morte encefálica e manutenção do potencial doador, ampliando a participação de unidades fora dos grandes centros urbanos e fortalecendo a regionalização da assistência.


70 hospitais


Atualmente, cerca de 70 hospitais realizam o processo de doação de órgãos no Paraná. Para a realização dos transplantes, a rede é composta por 34 equipes transplantadoras de órgãos, 72 equipes transplantadoras de tecidos — incluindo córneas, valvas cardíacas, tecidos musculoesqueléticos, pele e medula óssea — e três bancos de tecidos, sendo dois de tecidos oculares e um de multitecidos (córneas, valvas cardíacas, tecidos musculoesqueléticos e pele).


Para o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, o cenário observado nos últimos anos indica que o Estado alcançou um novo patamar operacional na política de transplantes, com resultados mais previsíveis, maior capacidade de resposta da rede assistencial e impacto direto na ampliação do acesso ao procedimento para pacientes que aguardam na fila do SUS.


Córneas e rins foram os transplantes mais realizados nas últimas duas décadas, seguidos por fígado e coração.


'Doar é um ato de amor'


Há oito anos, Rosania Domingos Santos, autorizou a doação de órgãos da filha, de 14 anos. A jovem morreu no Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, e seus rins, pâncreas e fígado foram doados para pacientes de hospitais do Paraná e de outros estados. “Eu sempre falo que doar é ato de amor, e já virou um lema na minha vida. Doar não dói. Doar deveria fazer parte do ser humano, porque você vai estar ajudando o seu próximo. Eu sou a favor e luto pela causa da doação de órgãos”, enfatizou.


Em 2024, de acordo com o RBT (Registro Brasileiro de Transplantes), elaborado pela da ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos), o Paraná foi o Estado com o maior número de doadores de órgãos por milhão de população (pmp), alcançando uma média 42,3 pmp, número muito superior à média brasileira, que foi de 19,2 pmp.


Os dados parciais de 2025, abrangendo os nove primeiros meses do ano no relatório da ABTO, apontam que o Paraná ocupava até aquele período a segunda colocação com 39,7 pmp, ficando atrás de Santa Catarina, com 43,7 pmp.

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Os dados do Sistema Estadual de Transplantes até novembro apontam uma elevação, com um índice de 40,5 pmp. O Paraná tem o dobro de doadores da média brasileira, que é de 20,2 pmp.

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