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Multinacional inicia produção de vacina de Oxford que será testada no Brasil

Ansa Brasil
05 jun 2020 às 11:17

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AEN
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O CEO da multinacional farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, Pascal Soriot, disse que a empresa começou a produzir a vacina contra o coronavírus Sars-CoV-2 desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, antes mesmo da conclusão dos estudos clínicos em seres humanos.

A candidata é baseada em um adenovírus de chimpanzés contendo a proteína spike, usada pelo vírus para agredir as células humanas. A terceira e última fase do ensaio clínico acontecerá simultaneamente no Reino Unido e no Brasil, onde o estudo é coordenado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

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"Estamos começando a manufaturar essa vacina agora, e precisamos tê-la pronta para uso assim que tivermos os resultados", disse Soriot à emissora britânica BBC. Segundo o executivo, a AstraZeneca, que tem um acordo com Oxford para a produção da vacina em escala global, será capaz de fornecer 2 bilhões de doses.


"Claro que essa decisão tem um risco, mas é um risco financeiro, que é o de a vacina não funcionar", acrescentou. A empresa também se comprometeu a fornecer metade de suas doses para países de baixa e média renda, graças a acordos já assinados.


Se a medicação funcionar, a distribuição pode começar no fim do ano, mas Soriot diz esperar descobrir até agosto se a vacina é efetiva ou não.


Brasil


O estudo clínico no Brasil recrutará pelo menos 2 mil adultos entre 18 e 55 anos, prioritariamente profissionais de saúde ou pessoas "com risco aumentado de exposição à Covid", como funcionários de limpeza e seguranças de hospitais ou motoristas de ambulâncias. Os participantes do estudo tomarão uma dose única e serão acompanhados por pelo menos 12 meses.

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"Entretanto, por se tratar de uma pandemia, às vezes, se você tem alguns resultados que já podem ser obtidos antes de o estudo acabar, isso pode interferir no licenciamento da vacina, se forem resultados efetivos, então a gente está esperando que isso pode ser em breve", disse à ANSA Lily Yin Weckx, coordenadora do Crie (Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais) da Unifesp, que lidera o estudo no Brasil, no início da semana.


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