Com a queda das temperaturas e o inverno intenso, animais silvestres podem aparecer com mais frequência em residências e áreas urbanas de Londrina e região. Em busca de abrigo, calor, alimento e água, espécies como gambás, morcegos e capivaras tendem a se aproximar de locais ocupados por humanos.
Diante desse cenário, o projeto de extensão “Que Bicho Mora Aqui?”, da UEL (Universidade Estadual de Londrina), orienta a população sobre os cuidados necessários para garantir a segurança das pessoas e o bem-estar dos animais. Mudança de hábitos durante o inverno Durante os períodos mais frios do ano, muitos animais passam a buscar locais mais protegidos, o que pode aumentar sua presença em áreas urbanas e o contato com a população.
Segundo Gabriela Araújo, bióloga, estudante de Medicina Veterinária e ex-integrante do projeto “Que Bicho Mora Aqui?”, “durante os períodos mais frios do ano, os animais silvestres diminuem bastante as atividades para economizar energia. Nessa época, pode aumentar o contato entre seres humanos e animais silvestres por conta da procura por calor, alimento e água”. A bióloga explica que algumas espécies podem apresentar comportamentos como migração ou torpor, além de mudanças nos hábitos alimentares durante esse período.
Como agir ao encontrar um animal silvestre
Para evitar acidentes, a população deve verificar veículos antes de ligá-los, especialmente quando permaneceram estacionados por longos períodos, além de inspecionar pilhas de madeira, entulhos e materiais de construção antes de manuseá-los.
Também é importante manter quintais limpos e sem acúmulo de materiais que possam servir de abrigo para animais silvestres. Ao encontrar um animal em casa, no quintal ou na garagem, a orientação é manter distância e não tentar capturá-lo. “O ideal é manter crianças e animais domésticos afastados, não encurralar o animal, não tocar, alimentar ou tentar cuidar dele. Em locais residenciais, a recomendação é acionar os órgãos responsáveis para a retirada adequada”, explica Gabriela.
A coordenadora do projeto, Ana Paula Vidotto Magnoni, reforça que a população também não deve tentar alimentar ou domesticar esses animais. “Os animais silvestres não são domésticos, são diferentes dos pets”, destaca. Importância ecológica e combate à desinformação Embora a presença desses animais possa causar preocupação, eles desempenham funções importantes para o equilíbrio ambiental.
Gambás, por exemplo, ajudam no controle de animais peçonhentos e de pequenos roedores, enquanto morcegos contribuem para a dispersão de sementes e para a polinização de diversas espécies vegetais. “Muitas pessoas acreditam que esses animais estão invadindo as cidades para atacar seres humanos, mas, na maioria das vezes, eles estão apenas tentando sobreviver em um ambiente cada vez mais modificado pela urbanização”, afirma Gabriela. Segundo ela, a maioria dessas espécies evita o contato com as pessoas e reage apenas quando se sente ameaçada. “Muitas mortes de animais acontecem por medo e desinformação”, acrescenta.
Serviço
Ao encontrar um animal silvestre, a recomendação é manter distância, não oferecer alimento e não tentar capturá-lo. Caso o animal esteja ferido, preso ou represente risco à população, os órgãos ambientais competentes ou o Corpo de Bombeiros devem ser acionados para o atendimento adequado.