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Zonas Sul e Leste - Povo anda cabreiro com rachadura na Expressa

18 jan 2016 às 09:30


"Medo", define a população sobre que acontece nas proximidades do Parque Arthur Thomas, na divisa das regiões sul e leste de Londrina. Além dos tremores que atingem os bairros vizinhos desde o mês passado, como no Jardim Califórnia, na última semana uma extensa rachadura apareceu no meio de uma das pistas da Avenida Dez de Dezembro, em frente ao parque, no sentido zona sul-centro.
O caso foi registrado na quinta-feira e chamou a atenção de motoristas e pedestres que passam pelo local. Situação que deixa a população intrigada. E não é para menos, a cidade foi atingida por diversos desastres e qualquer sinal de uma catástrofe deixa todos assombrados. Na sexta-feira, a extensão já possuía cerca de 30 metros de extensão.
O aposentado Antônio Pereira, morador da região, acredita que o problema foi causado pelas fortes chuvas da semana passada. "É a natureza dando o troco. O homem tentou acabar com ela e está pagando o preço", avalia. "Faz 40 anos que esses desastres não aconteciam em Londrina, desde a geada que acabou com o café na região. Tivemos tremores e chuvas destruindo tudo nas últimas semanas e agora aparece essa rachadura engolindo a avenida", lamenta Pereira.

Cabe a mão do Cicero
Outro que ficou surpreso com o que viu foi o pedreiro Cicero Oliveira, que afirma que a extensão aumentou de quinta para sexta-feira. "Além de aumentar no comprimento, a rachadura está aumentando também na largura. Olha, cabe até a minha mão dentro", mostra o pedreiro. Como parte da pista foi dividida pela ruptura, uma das partes está em nível diferente da outra. "Tenho medo. Vai piorar com as chuvas dos próximos dias. Daqui a pouco cabe uma moto neste buraco", alerta Oliveira.
A falha pode ter sido causada por deslocamentos de terra provocados pela chuva dos últimos dias. A Guarda Municipal interditou a faixa avariada na avenida com cones e fitas zebradas.
O NOSSODIA tentou ouvir o secretário de Obras, Walmir Matos, por meio de ligações no seu celular. Porém ele não atendeu aos telefonemas na tarde de sexta-feira. Já o coordenador adjunto da Defesa Civil, Demerval Anderson, informou que somente o secretário de Obras é que poderia dar detalhes sobre o local. (P.M.)


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