Todos os domingos, faça chuva ou faça sol, voluntários do projeto Caridade aos Domingos, se reúnem para preparar e servir um jantar para pessoas em situação de vulnerabilidade em Londrina. Formado por amigos, o grupo presta contas de seu trabalho é formado pessoas que têm em comum o prazer em cozinhar, juntar os amigos para festar e para olhar pelo próximo. Com uma escala de trabalho, os 25 se revezam para não dar furo, pois todos os domingos, sabem que vai ter gente aguardando o prato de comida ser servido. De acordo com o voluntário e economista Jorge Maldonado, 41 anos, são atendidas em média 180 pessoas por domingo. "Cozinhamos para 300 pessoas. São 20 quilos de arroz, 10 de feijão, 25 de carne, água, refrigerante, sobremesa e salgados para a ceia."
Na noite em que a reportagem do NOSSODIA acompanhou o trabalho voluntário, além do arroz e feijão havia frango assado, salada verde com tomate, maionese com manjericão, bolinho de arroz e bolo de cenoura com cobertura de chocolate.
Maldonado ressalta que além da ação solidária, o grupo mantém o objetivo de oferecer algo diferente da sopa. "Esse é um trato que fizemos entre nós mesmos e para oferecer algo a mais. Há vários grupos que servem sopa, fazem um trabalho importante e para nós têm sido satisfatório. Não julgamos quem precisa, não somos vinculados a qualquer grupo religioso e sabemos que ninguém gostaria de estar em uma situação dessas. Somos respeitados pelo que fazemos, mas ainda há quem questione. Por outro lado, cada frase de agradecimento que ouvimos, vale por todos os esforços", diz.

Galera se reúne todos os domingos para dar comida e amor à quem precisa
Quem é quem na fila do alimento
Homens, mulheres, idosos e crianças. Cada um com sua história, todos se encontram na fila com o desejo de saciar a fome. Do outro lado da praça, moradores da região apoiam a iniciativa. Edson Taramelli, 70 anos, conta que mora há 54 anos na região central. "Não há nada de mal em ajudar os mais carentes. Na verdade, faltam mais pessoas solidárias", opina. Ex-jogador de futebol profissional, José Soriani, 52 anos, é uma das pessoas que se beneficia da caridade do grupo. Ele admite que não consegue mudar sua realidade. "Estou assim por causa da bebida. Não consigo parar. Vivo na rua e me sinto acolhido, afinal, estou comendo, estou me alimentando. Meu amigo ofereceu a casa dele, mas só com a condição de eu não beber, mas ainda não estou preparado." Artista de rua, a colombiana Neide Nieto, 27 anos, diz que está no Brasil há dois anos. Moramos nos Cinco Conjuntos e durante a semana nos apresentamos por lá, mas nos fins de semana é aqui e depois do trabalho jantamos aqui. A comida é muito boa. Vivemos com o dinheiro do dia a dia e sinceramente, há dias em que não sobra mesmo, porque pagamos aluguel, água, luz." Neide conta que seu marido, Erick, é magico e palhaço e o filho do casal, Luis, de sete anos, interrompe: "De vez em quando o palhaço briga. Esses dias brigou porque eu não queria fazer lição", conta. (W.V.)
Homens, mulheres, idosos e crianças. Cada um com sua história, todos se encontram na fila com o desejo de saciar a fome. Do outro lado da praça, moradores da região apoiam a iniciativa. Edson Taramelli, 70 anos, conta que mora há 54 anos na região central. "Não há nada de mal em ajudar os mais carentes. Na verdade, faltam mais pessoas solidárias", opina. Ex-jogador de futebol profissional, José Soriani, 52 anos, é uma das pessoas que se beneficia da caridade do grupo. Ele admite que não consegue mudar sua realidade. "Estou assim por causa da bebida. Não consigo parar. Vivo na rua e me sinto acolhido, afinal, estou comendo, estou me alimentando. Meu amigo ofereceu a casa dele, mas só com a condição de eu não beber, mas ainda não estou preparado." Artista de rua, a colombiana Neide Nieto, 27 anos, diz que está no Brasil há dois anos. Moramos nos Cinco Conjuntos e durante a semana nos apresentamos por lá, mas nos fins de semana é aqui e depois do trabalho jantamos aqui. A comida é muito boa. Vivemos com o dinheiro do dia a dia e sinceramente, há dias em que não sobra mesmo, porque pagamos aluguel, água, luz." Neide conta que seu marido, Erick, é magico e palhaço e o filho do casal, Luis, de sete anos, interrompe: "De vez em quando o palhaço briga. Esses dias brigou porque eu não queria fazer lição", conta. (W.V.)
O caminho da solidariedade
Para que o alimento chegue ao prato, o percurso é longo. E graças à união do grupo, mais o apoio de muitos anônimos, a refeição continua sendo produzida e entregue aos necessitados. Do legume cru doado por um supermercado às doações feitas via redes sociais, toda ajuda é importante e bem-vinda. "Algumas pessoas se interessam, mas quando veem que o trabalho exige dedicação e não vão dar conta, recuam", explica Maldonado. Para se ter uma ideia, o jantar servido às 18h30 no centro de Londrina começa a ser preparado às 14 horas. "Usamos uma cozinha em que o espaço é cedido, mas pagamos pela energia, água, gás e faxina. Usamos luvas, tudo é feito dentro das normas de higiene preconizadas, os temperos são de primeira qualidade e fazemos no capricho, daria até para participar de concurso de culinária na TV", brinca. Com direito a repeteco, cada um que termina de comer agradece, conta alguma novidade, e os voluntários recolhem pratos, garfos, panelas e todos os utensílios. Para quem pensa que cada um dos voluntários segue dali para sua própria casa, engana-se. Retornam para a cozinha do projeto para deixar tudo limpinho, afinal, no próximo domingo tem que ter mais comida na panela. Quem quiser colaborar com doações ou trabalho pode entrar em contato com o grupo: facebook.com/caridadenodomingo. (W.V.)
Para que o alimento chegue ao prato, o percurso é longo. E graças à união do grupo, mais o apoio de muitos anônimos, a refeição continua sendo produzida e entregue aos necessitados. Do legume cru doado por um supermercado às doações feitas via redes sociais, toda ajuda é importante e bem-vinda. "Algumas pessoas se interessam, mas quando veem que o trabalho exige dedicação e não vão dar conta, recuam", explica Maldonado. Para se ter uma ideia, o jantar servido às 18h30 no centro de Londrina começa a ser preparado às 14 horas. "Usamos uma cozinha em que o espaço é cedido, mas pagamos pela energia, água, gás e faxina. Usamos luvas, tudo é feito dentro das normas de higiene preconizadas, os temperos são de primeira qualidade e fazemos no capricho, daria até para participar de concurso de culinária na TV", brinca. Com direito a repeteco, cada um que termina de comer agradece, conta alguma novidade, e os voluntários recolhem pratos, garfos, panelas e todos os utensílios. Para quem pensa que cada um dos voluntários segue dali para sua própria casa, engana-se. Retornam para a cozinha do projeto para deixar tudo limpinho, afinal, no próximo domingo tem que ter mais comida na panela. Quem quiser colaborar com doações ou trabalho pode entrar em contato com o grupo: facebook.com/caridadenodomingo. (W.V.)