Junto com o adversário da capital, o Londrina colocou o Paraná novamente na primeira divisão da Superliga. O Estado não tinha um representante no campeonato feminino há 14 anos. "Montamos o projeto buscando isso (o acesso). Comemoramos muito, mas a partir desta segunda-feira (2) nosso foco será a final. Queremos ser campeãs. Fizemos uma boa estrutura, trouxemos jogadoras experientes. Não vamos nos contentar apenas com o acesso", destacou a gestora do clube, Elisângela Almeida. O time foi formado em 2017.
Com a partida do fim de semana, a equipe manteve a invencibilidade em sete jogos disputados, com somente dois sets perdidos. Para a capitã, a ponta Juliana Odilon, a marca da campanha do Londrina tem sido a união. "O grupo, em si, é muito forte, coeso, joga em unidade e treina forte. Mesmo quando uma jogadora sai por lesão, como no meu caso, por exemplo, quem entra consegue substituir bem", enalteceu a atleta, que se recupera de uma lesão na panturrilha.
Planejamento
Enquanto jogadoras e comissão técnica se preparam para a final, a diretoria inicia nesta semana as primeiras ações visando a disputa da elite do vôlei brasileiro. Segundo Elisângela Almeida, será entregue nos próximos dias um plano de negócios para o patrocinador, que já confirmou que continuará apoiando a equipe no período 2018/2019.
"Sabemos que teremos este apoio, mas ainda não sabemos como vai ser o orçamento. É ele que vai definir se vamos brigar por oitava, sétima, sexta ou qualquer outra posição na competição", explicou. "O que já está certo é que iremos trazer um novo treinador para trabalhar dentro do que for imposto neste projeto." Na semana passada, Rogério Portela foi demitido depois de um desentendimento com a gestora. Os auxiliares Aldori Gaudêncio e Ivomary Ramos vêm comandando o time.
Com a próxima temporada da Superliga programada para ter início no segundo semestre deste ano, Almeida vê este primeiro ano do Londrina como de adaptação, já que é um clube novo em comparação com os concorrentes. "Será um outro campeonato em relação à Superliga B. São os principais times do Brasil reunidos em uma outra vitrine, bem fora da realidade que vivemos atualmente. Vamos montar uma equipe para brigar por coisas grandes, mas será um primeiro ano difícil até ajustar e contratar", reconheceu.
Ela também ressaltou a presença de grandes nomes do vôlei que estarão na cidade nos próximos meses, como os técnicos Ricardinho e Zé Roberto e as jogadores Jaqueline e Tandara. Todos têm no currículo a medalha de ouro das Olimpíadas.
Final
Na grande decisão da Superliga B feminina 2018, o Londrina terá pela frente um adversário já conhecido e que foi o segundo colocado na primeira fase. O Curitiba se classificou para a final superando o São José dos Pinhais por 3 sets a 0 (25/8, 25/23 e 25/9). "São meninas acostumadas a jogar neste tipo de momento. O Curitiba teve um crescimento depois de ser derrotado por nós (na primeira rodada). Tem tudo para ser um bom jogo", afirmou Juliana Odilon.
O confronto será no Moringão e a expectativa é de casa cheia. "O clima entre nós está ótimo. Londrina é uma cidade que tem nos apoiado e que fez a diferença contra o ADC Bradesco. Esperamos que mais pessoas possam ir até o Moringão para coroarmos juntos nossa campanha", finalizou a capitã.
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