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Você pode ser uma vítima - Dor nas costas

08 fev 2016 às 08:43


Segundo o Ministério da Previdência Social, a dor nas costas é responsável por quase 160 mil licenças anuais e especialistas afirmam que a doença atinge cerca de 80% da população mundial em certo momento da vida. Só no Brasil, a dor nas costas atinge cerca de 40% da população, segundo dados da Escola Nacional de Saúde Pública. Com mais de 30 anos de experiência, o ortopedista Aricio Tavares, do Instituto de Videoartroscopia, Ortopedista e Traumatologia confirma a grande queixa de pacientes com problemas de lombalgia. "É a segunda doença mais comum e só perde para resfriados comuns e 70% das pessoas, uma vez na vida, vão ter um episódio de dor lombar, sendo que 80% na casa dos 50 a 60 anos", explica. Entretanto, o especialista em ortopedia e tratamento clínico de coluna alerta que nem toda dor nas costas está relacionada à coluna. "Pode ser de ordem renal ou até uma infecção e a automedicação é sempre contraindicada. O uso de anti-inflamatório, por exemplo, só deve ser feito com muita cautela, com orientação e por um prazo pequeno de tempo" enfatiza. "Lembrando que quando há histórico familiar, o diagnóstico precoce ajuda muito e quanto antes o tratamento é inciado, melhor", acrescenta.

Fotos: Walkiria Vieira

O empacotador Guilherme Ananias admite que não cuida da postura


Busca pelo alívio imediato é um erro
A procura por remédios para aliviar a dor é constante segundo Regina de Souza, 32 anos, proprietária de uma farmácia no Jardim Vera Liz, zona oeste de Londrina. "A queixa é muito comum e as pessoas chegam em busca de paliativos, principalmente as que trabalham muitas horas por dia de pé", relata. "Querem analgésico de alívio imediato, mas a maioria não procura tratamento médico e por isso na farmácia não pode faltar remédio para dor muscular", acrescenta. (W.V.)



Relaxo do dia a dia só agrava problema
A vendedora Neiva Leonardo, 42 anos, admite que em seu cotidiano faz tarefas de modo que prejudicam seu bem estar. "Sempre sofri com dor nas costas porque tenho seios muito grandes. Além disso, não fico cuidando da postura para sentar e nem na hora de dar mamadeira para meu filho. Acredito que o problema comece ainda na fase escolar porque as crianças carregam muito peso na mochila e isso vai se acumulando com o tempo", comenta. "Olha o jeito que eu tô sentada. Tudo errado", se entrega. Outro que não está nem aí para as costas e é flagrado pela reportagem do NOSSODIA sentado sem cuidados é o empacotador Guilherme Ananias, 15 anos. "Trabalho de pé e para mim é automático sentar assim meio largado." Enquanto usa seu smartphone, Ananias mantém a mochila nas costas e se inclina sem apoio. "Ouço a minha irmã falando de dor nas costas e minha avó também, mas nunca tive". (W.V.)

Recomendado por ortopedista, pilates mudou rotina de comerciante
Depois de ouvir que por conta das dores nas costas não poderia mais correr, o comerciante Caros Alberto Bertini, 51 anos, decidiu ouvir o ortopedista e procurou o pilates como alternativa de tratamento. "Voltei a ter vida normal. Consegui corrigir a postura, fortaleci a musculatura e tudo isso sem ir à uma academia. Hoje consigo tocar as mãos nos pés com os joelhos esticados graças ao alongamento que faço nos aparelhos do pilates, sempre supervisionado", comemora. (W.V.)


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