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Vivendo com o HIV

12 jan 2015 às 08:25
O primeiro caso de contaminação pelo vírus HIV em Londrina foi confirmado há quase 30 anos. De lá para cá, muita coisa mudou para melhor em relação ao tratamento dos pacientes. Mas o preconceito ainda é grande. Uma das primeiras pessoas a se descobrirem soropositivas em Londrina conta que foi infectada pelo próprio marido a 25 anos, seu único namorado e a única pessoa com quem tinha mantido relações sexuais.
A descoberta de que tinha sido contaminada pelo HIV veio logo depois dela ter perdido um bebê ainda no ventre. "Naquela época eu nem sabia o que era o HIV. Esse tipo de assunto passava longe de casa. Mas um dia retornei ao HU, fiz os exames e o resultado foi dado por um médico que me atendeu de uma maneira bem ríspida. Como o HU é um hospital escola, vários alunos ficaram olhando para a minha cara. Ele me orientou que eu me cuidasse, que passasse a utilizar o preservativo nas relações sexuais e pediu que meu marido fizesse os exames", detalhou. O resultado também deu positivo. O marido faleceu cinco anos depois.
Ela disse que não sentiu tanto o preconceito das pessoas por não se expôr aos outros. "Somente a minha família e alguns amigos sabem da minha condição", revela. Hoje, ela toma cinco tipos de remédios para combater os sintomas da doença. E reforça que não é fácil conviver com a Aids. "O que posso dizer é para que as pessoas façam sexo seguro." (Vítor Ogawa/Folha de Londrina)

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