Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Publicidade
Publicidade
Publicidade

VÍTIMA DA TEMPESTADE - Família está há dois meses desalojada

Paulo Monteiro
NOSSODIA
14 mar 2016 às 09:12

Compartilhar notícia

Paulo Monteiro
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade


Se a situação era difícil para o reciclador Reginaldo Rosa, que tem a responsabilidade de manter a família (três filhos e esposa) com uma renda mensal incerta, até abaixo do salário mínimo (R$ 880), ficou ainda pior depois do fatídico dia 11 de janeiro, quando acabou desabrigado. Uma forte chuva condenou completamente sua moradia, localizada na rua Camilo Simões, Parque Universidade, na zona oeste de Londrina.
Após os primeiros sinais de que uma forte chuva chegaria ao bairro, Reginaldo tratou de se trancar com os familiares no interior da residência, com o objetivo de se proteger. Ele até teve êxito, no entanto, após a noite de sono, interrompido a cada forte trovão, o reciclador se deparou com uma realidade espantosa pela manhã. O patriarca observou que o abrigo, que levou 11 anos para finalizar, não era tão resistente quanto imaginava. "No outro dia, várias rachaduras apareceram nas paredes. Em todos os cômodos da casa e no piso também. Tem parede com rachadura de cima até embaixo. Rachaduras que cabiam minha mão", relata.
Algumas paredes ainda permanecem em pé, porém correm o risco de cair a qualquer momento. "Antes que viessem abaixo, retirei o telhado e todo o madeiramento. Já com as paredes não terei a mesma sorte. Estão úmidas e balançam quando escoramos", mostra ele, sacudindo a estrutura com as próprias mãos.
Devido ao risco, a Defesa Civil foi acionada na ocasião. "Um membro da Defesa Civil veio até aqui para avaliar a situação. Disse que a casa estava toda condenada e que não poderíamos aqui mais ficar. Um laudo foi elaborado pelo engenheiro da Defesa, sobre os riscos de queda e o que seria necessário para reconstruirmos uma nova casa", conta ele. "O problema é que o laudo exige que a reconstrução seja de acordo e acompanhada por um engenheiro civil, o que vai gerar um custo alto. Não tenho condições de contratar um profissional desse", afirma o reciclador. Hoje, Reginaldo usa o quintal do imóvel para trabalhar, onde separa objetos coletados nas ruas para a reciclagem.

Vive de favor
Sem teto após o dia 11 de janeiro, Reginaldo sentiu a obrigação de pedir ajuda aos parentes, pelo menos para abrigar os filhos e a esposa. Atualmente, todos vivem de favor em uma moradia improvisada, cedida por um amigo. "Eu, a esposa e os três filhos estamos morando de favor, junto à outra família, no assentamento ao lado do Jardim São Jorge (zona norte de Londrina)", diz. O reciclador torce e se esforça para que a dramática situação não perdure por muito tempo e tenta se preparar para reerguer a própria residência. "O que eu puder aproveitar dessa antiga casa, vou usar na construção da nova."
O problema é que a reconstrução não depende só da disposição de Reginaldo. "Além do dinheiro, que eu não tenho, me falta tempo. Como estou morando na zona norte e continuo trabalhando na leste, saio antes das sete da manhã para chegar ao outro lado da cidade, onde começo a trabalhar às 7h30. Depois do dia inteiro de trabalho, saio daqui depois das 18h. Terei que aproveitar os fins de semana. Pelo menos não terei gasto com a mão de obra, já que também sou pedreiro", detalha ele. (P.M.)

11 anos de trabalho destruídos num dia
"Separamos reciclagem para sobreviver, não temos uma renda fixa. Não sei quando terei condições, mas vou refazer a minha casa dentro da minha realidade financeira. Demorei 11 anos para construir ela e uma chuva destruiu tudo em um dia. Hoje não sei quanto tempo levarei para refazer tudo de novo. Espero que não leve tantos anos outra vez", deseja o reciclador.
A Secretaria Municipal de Assistência Social informou que a família de Reginaldo possui cadastro no Centro Regional de Assistência Social (Cras) da zona oeste e é atendida pela programa federal Bolsa Família (de transferência direta de renda, direcionado às famílias em situação de pobreza). O Cras tem como finalidade fortalecer sua função protetiva, além da superação de situações de fragilidade social e o acesso e usufruto de direitos humanos e sociais, além da melhoria da qualidade de vida das famílias em situação de vulnerabilidade. Ana Cristina Goes Fuentes, chefe do Cras em Londrina, encaminhará o caso ao centro da zona norte, onde a família vive no momento, para que uma busca ativa seja feita, com objetivo de analisar o que pode ser feito a mais em relação ao atual momento dela.
Reginaldo precisa do apoio da população para reconstruir sua casa. O contato com ele pode ser feito nos telefones: 8484-5234 ou 9825-1488. (P.M.)


Publicidade

Últimas notícias

Publicidade
LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas