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VIROU CINZAS - Fábrica é destruída pelo fogo em Arapongas

07 fev 2016 às 22:13

Uma fábrica de colchões foi destruída pelo fogo no início da tarde de domingo em Arapongas. A empresa estava fechada no fim de semana e não haviam trabalhadores no local do incêndio, um galpão onde a espuma era fabricada e estocada. Ninguém se feriu na ocorrência. A fábrica está localizada na Avenida Maracanã, no Parque Industrial de Arapongas e mantinha 110 funcionários. Não há informações sobre o que pode ter iniciado o incêndio.
Oficial do 3° Grupamento de Corpo de Bombeiros de Londrina, a tenente Luana da Silva Pereira coordenou o trabalho das equipes em Arapongas. Os bombeiros foram acionados por volta das 12h30 e controlaram as chamas por volta das 15 horas. No entanto, a ação continuou até o final da tarde, pois existia a possibilidade de que o incêndio se alastrasse para as empresas vizinhas. Uma carreta com 30 mil litros de água e um caminhão com 20 mil litros foram enviados ao local. Parte do telhado da empresa veio abaixo com o calor. As paredes que ainda resistiam durante a tarde de ontem estariam comprometidas.
A única pessoa na empresa no momento do incidente era o vigilante Aldemir de Silva Santos. Foi ele que flagrou a fumaça e chamou os bombeiros. "Foi por volta das 12h30 que vi a fumaça saindo do fundo do barracão e fui lá dar olhar. Tinha fogo dentro do barracão e logo em seguida chamei os bombeiros, que chegaram rapidamente", contou ele, que imagina o que pode ter iniciado o fogo. "É difícil falar, não vi ninguém perto do local. Não acredito em um incêndio criminoso", avalia Santos.
Um dos proprietários da empresa, além de encarregado de produção, Vinícius Estrada informou que o espaço destruído era usado para a produção da espuma. "Na sexta-feira foi feita a espuma nesse mesmo lugar. A cura deste material leva entre 24 e 48 horas. Talvez este processo pode ter iniciado o incêndio ou também algum aparelho superaquecido no momento da trituração da espuma. Uma pane elétrica também não pode ser descartada, mas desligamos a chave geral da empresa no final de todo expediente", assegurou Estrada.

Prejuízo: R$ 2 milhOes
Vinícius Estrada disse ainda que o prejuízo pode chegar aos R$ 2 milhões. "Estávamos em fase de negociação com uma empresa de seguros e ainda não sei em que fase estava este processo. Acredito que nosso prejuízo passa dos R$ 2 milhões", comentou Estrada.
A fábrica de colchões faz parte do grupo Móveis Estrela, há 54 anos em Arapongas. Além de colchões, a empresa, que possui outras unidades na região, trabalha com a fabricação de camas, sofás e outros tipos de móveis. Atualmente, empregavam 110 pessoas na fábrica que foi destruída. Entre elas a embaladora Fernanda Francisco dos Santos e seu marido. Emocionada, ela fez questão de ir até o local após saber do incêndio. "Estou muito chateada. Gosto muito de trabalhar aqui. Não estou triste apenas por causa da possibilidade de perder o emprego, mas de ver esse lugar destruído. Todos nós funcionários gostamos muito de trabalhar neste lugar. Os donos são pessoas boas, tratam os funcionários com respeito. Fico mal também pensando neles", lamenta Fernanda. (P.M.)


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