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Violência do trânsito

20 mai 2018 às 20:32
O diretor de Trânsito da CMTU, coronel Pedro Ramos, declarou que existe uma dificuldade em conscientizar o jovem motorista principalmente os motociclistas. Ele justifica citando as blitze. "A fiscalização do motociclista é mais complexa do que a do veículo. A moto facilita na hora da fuga. E se a gente tentar perseguir, acabamos potencializando outros acidentes". Devido a isso, segundo o Coronel, é que a Companhia vai buscar mudanças. "Estamos adotando uma blitz com menos efetivo no ponto de abordagem, e com mais agentes em torno da área, para tentar pegar quem foge". Da mesma maneira, com número limitado de agentes, o diretor diz ser difícil alcançar também o motorista embriagado. "A hora que você aborda e constata a embriaguez, cabe a prisão. Mas para isso, você precisa enviar dois agentes da operação, mais o motorista e uma testemunha para fazer o flagrante, o efetivo diminui e afeta o andamento da operação", completa.
A falta de um guincho próprio também é uma dificuldade da CMTU. "A demanda pode ser de apreensão e remoção do veículo e, hoje, nós não conseguimos fazer isso sozinhos, apenas com a PM, já que o guincho é dela. Se eu abordar um carro, precisar removê-lo e não puder porque não tenho guincho, eu corro o risco de ter esse veículo cometendo um acidente e o órgão se responsabiliza porque detectou a infração e não tomou a medida legal. Também não temos um sistema de pátio", lamenta. Está sendo preparado uma licitação para terceirizar um guincho. "Com isso, poderemos fazer uma blitz completa e 100% eficaz." Ramos também garante que as fiscalizações acontecem diariamente em Londrina, na grande maioria em conjunto com a PM. (E.N.)

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