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VILÕES DA CESTA BÁSICA - Carne, banana e batata estão mais salgadas

Walkiria Vieira
NOSSODIA
07 nov 2016 às 11:27

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Walkiria Vieira
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O consumidor londrinense sentiu no bolso o aumento de preços de produtos como a carne (6,8%), a banana (11,3%) e a batata (29,5%) no mês de outubro. Nessa ordem, nem de mercado em mercado foi possível escapar do aumento. De acordo com pesquisa coordenada pelo professor Doutor Marcos Rambalducci e o Professor Mestre Flavio Santos de Oliveira, esses são os produtos que apresentaram os maiores aumentos, na média, em relação ao mês passado.
Já o feijão, o leite e a farinha de trigo apresentaram redução significativa de preços, se comparados ao mês anterior. Em entrevista ao NOSSODIA, Rambalducci conforta os leitores. "A expectativa é que hortifrutis como tomate, batata e banana normalizem a oferta a partir deste mês, já que essa safra não sofreu os impactos de redução de produtividade e, assim, a oferta deve se normalizar."
Segundo Rambalducci, o preço do feijão também deve diminuir. Por outro lado, a carne continuará aumentando. "Isso é em função do aumento da exportação", explica. Nos supermercados e feiras a reportagem do NOSSODIA apurou que batata e banana ainda são protagonistas de reclamações e que a maioria tem sentido, no garfo, a alta dos preços.

‘Nanica, só no nome’
Diante da gôndola, o consumidor se surpreende. Dona Julia Figueiredo, 76 anos, considera "marrento" o preço da banana. Na feira, viu nanica por R$ 8 a dúzia. "Nanica, só no nome. Mas não tenho como bater perna e pesquisar porque tenho problema de saúde, então diminuo a quantidade e quando chego na cozinha faço mágica. Aliás, é na cozinha que faço a economia. Em casa são três pessoas e todo mundo é fácil para comer. Já que a carne tá sempre cara, capricho no refogado e nas verduras que rendem", ensina.
Em tempos em que batatinha com carne é ostentação e a banana nanica perde o posto de referência do que é barato, a enfermeira auditora dá a reposta: "Não compro. O abacate, por exemplo, está impraticável, e por mais que goste da fruta, abro mão. Quanto mais barato, mais saboroso", pensa. No mesmo time da enfermeira está o aposentado Ubirajara Alexandrino, 76 anos. "Já percebi o aumento da banana faz tempo e não tenho coragem de pagar R$ 6,00 no quilo da fruta. Isso dá umas cinco unidades." Disposto, Alexandrino faz um tour pelos mercados e já sabe os dias de promoção. "Terça e quarta eu tô na rota da economia, do contrário, o salário não chega ao fim do mês", argumenta.
Na balança do setor de hortifruti, o balconista Marlon Pedro Silva, 16 anos, já se habitou às reclamações. "Pior que eu não tenho o que fazer. Acham que a gente é culpado e muita gente tá comprando o mínimo. Dizem que é só pra matar a vontade mesmo", conta. A dona de casa Itsue Guerra, 60 anos, está nessa. "Reduzi drasticamente o consumo. Não adiante questionar nada, e a banana mesmo está banida da lista de compras lá de casa". E a também dona de casa Mitsue Yamamoto, 68 anos, bota a boca no trombone: "Esses dias eu ainda pagava R$ 0,99 na banana. Tô assustada, de cara, e não sei aonde vamos parar desse jeito. Subiu em todo lugar e o meu protesto é não comprar. No que depender de mim, vai encalhar banana", afirma. (WV)


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