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Vida longa ao capitão - Xô, aposentadoria

Lucio Flávio Cruz
Grupo Folha
12 jan 2017 às 08:33

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Marcos Zanutto
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Aos 35 anos e o mais experiente jogador do elenco do Londrina, o capitão Germano se vê longe da aposentadoria e projeta uma renovação de contrato para seguir em atividade no alviceleste. Um dos mais regulares do LEC nas últimas duas temporadas, o volante será mais uma vez em 2017 um dos pilares do time.
Cheio de vitalidade e energia, Germano se ampara nos números para mostrar que ainda tem muito a fazer com a camisa alviceleste. No ano passado, jogou em 49 das 56 partidas oficiais. Na Série B, só ficou de fora de três jogos e terminou a competição como o mais regular da equipe. Foi o artilheiro do time na temporada com 11 gols – nove na Série B e dois no Paranaense - e ainda ficou com o título de volante que mais balançou as redes no futebol brasileiro em 2016.
"No futebol, se intitula muito jogador de velho, veterano. Foi um lado pessoal que tive que transpor para me manter bem tecnicamente, ter uma sequência de jogos e buscar sempre o resultado para manter um nível alto de competitividade", frisou o camisa 8, que em março completa 36 anos.
Revelado na base do LEC, Germano chegou ao profissional em 2001 e permaneceu até 2004. Depois ganhou o mundo e passou por grandes clubes do futebol brasileiro como Santos, Atlético Mineiro e Sport, além de ter atuado no Japão. Retornou em 2013, após se recuperar de uma grave lesão de púbis, que o afastou dos gramados por mais de um ano. Ficou um ano e meio no Coritiba e voltou em definitivo no início de 2015. Em sete temporadas, tem 214 jogos pelo clube e 23 gols marcados.
Apesar de ser o homem de confiança do técnico Claudio Tencati, o volante correu o risco de deixar o Londrina, já que recebeu várias propostas no final do ano, uma delas do Náutico. "Fiquei feliz pelo interesse. Foi o reflexo de tudo que aconteceu em 2016 no clube", apontou. "Mas, não tive dúvida da minha certeza e convicção de seguir no Londrina. O clube vem em uma evolução muito grande e quero poder participar deste crescimento".
E se depender da vontade do jogador e da sua entrega nos treinos e jogos, a permanência do capitão no alviceleste vai se prolongar ainda por muito mais tempo. Com contrato até o fim deste ano, a aposentadoria não passa pela cabeça de Germano. "Eu não me vejo parando em dezembro. Acredito que ainda posso render e ser competitivo na minha posição. Tenho ainda mais alguns anos para trabalhar com rendimento, buscando resultados e sendo vitorioso", garantiu. "Quero viver este momento da melhor maneira possível. Fazer algo diferente, atingir as metas individuais e coletivas para mostrar que tenho condições de continuar jogando. Depois, sentar, conversar e prorrogar este contrato".

Paredão de 2,01 metros
Se tem uma posição que o torcedor do Londrina não pode reclamar é a de goleiro. Desde que a SM Sports assumiu o futebol alviceleste, em 2011, o clube sempre esteve bem servido e todos eles se tornaram ídolos. Agora é a vez de um prata da casa manter a tradição.
Aos 22 anos, Alan terá a maior oportunidade da sua curta carreira. Vai começar o ano como titular e terá que mostrar que tem condições de substituir a altura nomes como Danilo, Vitor e Marcelo Rangel. Assumir o posto de jogadores que entraram para a história do LEC não é tarefa fácil, mas o garoto de Medianeira, Oeste do Estado, garante que está pronto.
"Sei que a responsabilidade é muito grande para seguir o caminho deles. Por isso, estou me preparando o máximo para continuar o bom trabalho dos três e, quem sabe, me tornar um ídolo também, como eles foram", afirmou o novo candidato a paredão alviceleste.
Alan chegou no Londrina com 16 anos e sempre chamou a atenção de todos no clube. Não só pela altura (2,01m), mas pela agilidade e frieza embaixo das traves. Em 2013, foi emprestado ao Cruzeiro e fez parte do elenco campeão brasileiro no ano seguinte. Tem contrato com o clube mineiro até junho de 2018 e está emprestado ao LEC, que ainda detém 50% dos seus direitos econômicos.
"A passagem pelo Cruzeiro foi muito boa para mim. Cheguei com 20 anos e após um mês na base fui para o profissional. Treinei com grandes goleiros e sou de observar muito. A experiência e o que eu aprendi lá vou levar para a vida toda, em campo e fora dele", ressaltou.
No ano passado, o goleiro jogou apenas duas vezes na Série B. Contra o CRB, quando Marcelo se machucou e precisou ser substituído, e, na última rodada, diante do Bragantino. (L.F.C.)


Sócio torcedor
O Londrina apresenta na sexta-feira (13) novidades no seu programa de sócio-torcedor para 2017. Com as mudanças, o clube quer chegar ao número de quatro mil associados até o final do ano. O programa continuará sendo gerido pela Dataclick, mas agora haverá a participação também do LEC e da SM Sports.
Serão apenas duas modalidades de adesão e os valores caíram em relação a 2016. O sócio ouro vai pagar R$ 95 mensais contra R$ 99 no ano passado. E no sócio prata, o preço abaixou de R$ 69 para R$ 65. Nos dois casos, os associados poderão acompanhar todos os jogos do Londrina como mandante, sem pagar ingresso. "Haverá a possibilidade de incluir duas crianças de até dez anos nos planos, pagando um valor extra", acrescentou o presidente do LEC, Claudio Canuto.
O clube resolveu também não fazer mais adesão com pagamentos em boletos bancários e apenas por meio do cartão de crédito. "Tivemos muita inadimplência e torcedores que pagavam a parcela do mês, mas não quitavam as atrasadas e mesmo assim queriam entrar no estádio", justificou Canuto.
O Londrina garante que a Dataclick será a responsável pela comercialização do programa e terá que montar uma equipe de vendas e apoio. Além disso, ainda será criado um ponto de atendimento no Vitorino Gonçalves Dias (VGD). "Estipulamos uma meta de termos quatro mil sócios adimplentes até o fim de 2017. Caso contrário, o Londrina poderá rescindir o contrato", afirmou o dirigente.
Alvo de tantas reclamações nas últimas temporadas, o preço dos ingressos será o mesmo ao longo do ano. Pelo menos é o que garante o clube. Em todas as competições – Copa da Primeira Liga, Copa do Brasil, Paranaense e Série B – a arquibancada vai custar R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) e as cadeiras, R$ 80 e R$ 40. (L.F.C.)


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