A partir de R$7 é possível comprar uma caneta que detecta se a nota é verdadeira ou falsa. As canetinhas que "salvam" podem ser encontradas em vários pontos comerciais como papelarias. "Se é verdadeira, você passa caneta e o risco logo apaga. Se for falsa, o risco fica preto, explica o ambulante Ricardo da Paz. Parecida como uma marca texto, a ferramenta é também essencial para a vendedora Graziele Santos, 21 anos, que trabalha em uma casa especializada em pães e biscoitos na rua Benjamim Constant. "Já aconteceu na loja bem com a nossa gerente. Era de R$50 e serve de lição para todo mundo aqui. Como ela tinha a caneta, fez o teste e explicou que não poderia receber a cédula", recorda. (W.D.)
Polícia Federal na cola
De acordo com o setor de Comunicação da Polícia Federal há orientações que podem evitar cair no golpe do dinheiro falso que circula no comércio.
Tato
Primeiro de tudo, o dinheiro falso é perceptível pelo tato porque a textura do papel é diferente. O papel moeda não se assemelha a papel sulfite ou o de uma revista, por exemplo.
Olho Vivo
As marcas de seguranças devem estar presentes, como a marca d’água e o fio preto que se destaca de fora a fora na nota.
Não caia no golpe
Quem age no intuito de ludibriar procura momentos de intenso movimento principalmente de noite ou madrugada, em bares e boates, justamente para dificultar a identificação.
Não sabe se é falsa
Na dúvida, devolva ao cidadão que a passou. Explique que embora você não seja um perito e não possa afirmar que é falsa, também não tem certeza da veracidade. E se houver insistência, avise que chamará a polícia para sanar a dúvida.
Caiu no golpe?
Não chore o leite derramado e nem tente passar a nota para outra pessoa. Entregue-a para à Polícia Federal ou para qualquer agência bancária. Atenção: a devolução não implica no ressarcimento. Quem passa a nota para outra pessoa, infantilmente, tenta passar o prejuízo adiante pode ser detido de seis meses a 2 anos de prisão. Já quem produz uma nota falsa, de três a 12 anos.
A Polícia Federal orienta ainda o cidadão a se informar detalhadamente pelo site do Banco Central do Brasil: www.bcb.gov.br. (W.D.)