O próprio advogado Domingos Moro, que defendeu o Londrina no julgamento que rolou na sexta no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), avisou que pode vir mais coisa por aí do que "apenas" os quatro mandos de campo que o Londrina perdeu em função da confusão que aconteceu no duelo contra o Brasil (RS), no dia 1º de novembro, no Estádio do Café. O Brasil venceu, foi para a final da Série D contra o Tombense (perdeu o título na cobrança de pênaltis no domingo) e, mesmo assim, promete recorrer da decisão e jogar mais lenha na fogueira.
O Tubarão foi punido com a perda de quatro mandos, sendo que dois desses jogos deverão ser disputados em um estádio que fique a mais de 100 quilômetros de distância de Londrina e outras duas partidas no Café, mas sem a presença da torcida. O clube ainda foi multado em R$ 20 mil.
Porém, segundo o advogado, além do Londrina, o Brasil e a própria procuradoria, que queria pena máxima para todos os envolvidos, devem recorrer com um arsenal de acusação bem maior. "O resultado foi duro. Não digo que inesperado, mas duro e preocupante de certa forma pelo que ainda pode vir a acontecer. Além desse processo não ter terminado, a procuradoria vai recorrer, o Brasil também e nós também, mas vão haver desdobramentos perigosos", alertou Moro.
A defesa do clube gaúcho foi baseada em acusações contra o Londrina e com um farto material de imagens, que mostram o técnico Rogério Zimmermann sendo agredido ao se dirigir ao vestiário, além da agressão ao cinegrafista da RBS TV, Jéfferson Kickhofel. Em ambos os casos, os agressores não estavam credenciados para estar no gramado durante a partida, como mordomo, segurança e o então gerente de futebol, Alex Brasil.
O Londrina já havia sido punido no Paranaense também por uma atitude intempestiva de um funcionário que não deveria estar dentro do gramado. "A procuradoria vai fazer mais denúncias e que podem impactar no Londrina, embora eu acho que já foi suficientemente punido e com muito rigor", disse, em tom preocupado, o advogado. (Thiago Mossini/Folha de Londrina)
O Tubarão foi punido com a perda de quatro mandos, sendo que dois desses jogos deverão ser disputados em um estádio que fique a mais de 100 quilômetros de distância de Londrina e outras duas partidas no Café, mas sem a presença da torcida. O clube ainda foi multado em R$ 20 mil.
Porém, segundo o advogado, além do Londrina, o Brasil e a própria procuradoria, que queria pena máxima para todos os envolvidos, devem recorrer com um arsenal de acusação bem maior. "O resultado foi duro. Não digo que inesperado, mas duro e preocupante de certa forma pelo que ainda pode vir a acontecer. Além desse processo não ter terminado, a procuradoria vai recorrer, o Brasil também e nós também, mas vão haver desdobramentos perigosos", alertou Moro.
A defesa do clube gaúcho foi baseada em acusações contra o Londrina e com um farto material de imagens, que mostram o técnico Rogério Zimmermann sendo agredido ao se dirigir ao vestiário, além da agressão ao cinegrafista da RBS TV, Jéfferson Kickhofel. Em ambos os casos, os agressores não estavam credenciados para estar no gramado durante a partida, como mordomo, segurança e o então gerente de futebol, Alex Brasil.
O Londrina já havia sido punido no Paranaense também por uma atitude intempestiva de um funcionário que não deveria estar dentro do gramado. "A procuradoria vai fazer mais denúncias e que podem impactar no Londrina, embora eu acho que já foi suficientemente punido e com muito rigor", disse, em tom preocupado, o advogado. (Thiago Mossini/Folha de Londrina)
Sobrou pra todo mundo
Além dos clubes, 25 membros das duas agremiações foram denunciados. Do lado do Londrina, a maior punição foi para o lateral esquerdo Allan Vieira. Ele pegou um gancho de sete partidas por ter sido flagrado dando uma voadora em um adversário. Além dele, Anderson, Marcelo Rangel, Diego Prates, Cristovam, Leonardo Dagostini, Bidía, Guilherme Amorin, Robinho e Hiago foram penalizados com seis jogos de suspensão.
No Brasil, o atacante Márcio, que chutou o rosto de um funcionário do LEC, pegou dez jogos de gancho. Já Nunes, Zottele, Gustavo, Ederson e Cirilo pegaram seis jogos cada um. O goleiro Eduardo Martini foi absolvido.
Os técnicos Rogério Zimmermann e Cláudio Tencati foram punidos com um jogo de suspensão cada um. Já o atacante Mádison, do Londrina, que havia sido expulso durante o jogo e não na confusão, pegou gancho de dois jogos. (T.M.)
No Brasil, o atacante Márcio, que chutou o rosto de um funcionário do LEC, pegou dez jogos de gancho. Já Nunes, Zottele, Gustavo, Ederson e Cirilo pegaram seis jogos cada um. O goleiro Eduardo Martini foi absolvido.
Os técnicos Rogério Zimmermann e Cláudio Tencati foram punidos com um jogo de suspensão cada um. Já o atacante Mádison, do Londrina, que havia sido expulso durante o jogo e não na confusão, pegou gancho de dois jogos. (T.M.)