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Vandalismo - Vão pra UPA que os pariu

08 set 2015 às 08:55


O prédio da nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Londrina, localizado no Jardim do Sol (zona oeste), nem foi inaugurado e já começa a ser alvo de pichadores. A obra foi concluída no final de janeiro deste ano, mas a inauguração deve ocorrer apenas na segunda quinzena de setembro, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde. O local é monitorado pela Guarda Municipal e possui câmeras espalhadas em seu entorno.
Foram constatadas duas pichações com dizeres ininteligíveis, uma delas feita com tinta spray preta no muro externo voltado para a Avenida Leste-Oeste, e a outra foi feita utilizando um giz de cera azul, na recepção do prédio. Morador da região, Léo Henrique Kranich Baldo, de 26 anos, ressaltou que o local fica mais vulnerável por ainda não ter sido inaugurado. "Lá só tem uma pessoa cuidando e isso facilita a ação dos pichadores", apontou. Ele destacou que a unidade é relativamente segura, porque existe uma empresa de vigilância nas proximidades, mas condenou o ato dos vândalos. "É uma pouca vergonha. Essas pessoas tinham que ser presas", cobrou.
Segundo a lei federal 9.605/98, pichar é crime, com pena de 3 meses a 1 ano de prisão. Ao mesmo tempo, não constitui crime a prática de grafite realizada com o objetivo de valorizar o patrimônio público ou privado mediante manifestação artística, desde que consentida pelo proprietário e, quando couber, pelo locatário ou arrendatário do bem privado. No caso de bem público, com a autorização do órgão competente e a observância das posturas municipais e das normas editadas pelos órgãos governamentais responsáveis pela preservação e conservação do patrimônio histórico e artístico nacional, a modalidade é permitida.
O problema, segundo o empresário que atua na região, Juliano Morcelli, é que a lei não é aplicada e os pichadores não ficam detidos. "As pessoas vão continuar fazendo isso", reclamou. "Eu já sofri assalto aqui na minha empresa. Levaram uma máquina de lavar nova, que ainda estava embalada. Isso porque eu tinha cerca elétrica e também possuo vigilância monitorada. Tive de aumentar a cerca em mais de um metro", relatou. O secretário municipal de Defesa Social, Rubens Guimarães, garantiu que será feita uma apuração para tentar identificar o autor da pichação.

Obra custou R$ 3,5 mi
O investimento total para a construção da UPA do Jardim do Sol foi de R$ 3,5 milhões: R$ 2,6 milhões do governo federal e o restante proveniente do próprio município. Segundo a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde, a maior parte dos equipamentos da nova UPA já foi adquirida e está na Diretoria de Logística e Manutenção e Saúde. O mobiliário já está na unidade e, segundo a secretaria, não corre riscos de furto ou depredação por conta da presença da Guarda Municipal. A assessoria da pasta também garantiu que todos os funcionários que atuarão no local já foram convocados ou estão realizando exames admissionais. Atualmente, Londrina conta com apenas uma Unidade de Pronto Atendimento, que funciona 24 horas por dia no Jardim Sabará, também na zona oeste. (V.O.)


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