Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Publicidade
Publicidade
Publicidade
A praça não é nossa!

Vandalismo deixa praças públicas em situação de dar dó

Walkiria Vieira/Grupo Folha
06 jun 2018 às 23:08

Compartilhar notícia

Walkiria Vieira
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade

As condições de conservação de boa parte das praças públicas de Londrina são um convite à não ocupação delas pela comunidade. Se dias atrás a Prefeitura finalizou obras de melhorias em três praças da rua Humaitá, as broncas da população em relação a outras não acaba nunca. Somada à falta de conservação delas, a falta de educação da comunidade, que espalha lixo e depreda equipamentos, completam o mix que definem os motivos pelos quais os espaços estão detonados.
Um giro pela Praça Nishinomiya, próxima ao Aeroporto, permite compreender algumas reclamações: os brinquedos do parquinho estão enferrujados e se despedaçando, oferecendo risco às crianças, sem contar a frustração de quem chega para a diversão e não pode desfrutar dos aparelhos. As calçadas, lotadas de pessoas que costumam praticar caminhada e corrida por ali, são cheias de obstáculos como buracos e pedras soltas.


Esse chafariz era para ser um cartão <br>postal da área central de Londrina
Esse chafariz era para ser um cartão
postal da área central de Londrina


O aposentado Pedro Nagaya, 72 anos, é morador do jardim Bandeirantes, região oeste, mas quando está na região central, costuma fazer uma pausa na Praça Tomi Nakagawa, ali na Avenida Leste Oeste. Dadas às raízes e ao fato de já ter vivido no Japão na década de 90, afirma que o cuidado com essas áreas deveria ser de todas as pessoas. Diante das pichações, resume: "É feio". Localizada entre as vias Leste-Oeste, Minas Gerais, Benjamim Constant e Mato Grosso, a Tomi Nakagawa é um ponto de reflexão para o estudante Wellington Henrique Silva, 17 anos. "Para mim, aqui é um lugar calmo, mas gostava daqui principalmente quando tinha as festas no fim de ano e acredito que toda essa área poderia ser usada para outros eventos", sugere o rapaz, que é morador do jardim Silvino, em Cambé.
O estado de abandono do chafariz da Nakagawa é de cair o queixo. Há lixo, água parada e, embora o serviço de varrição seja feito diariamente, a luta parece inglória. Os moradores se instalaram por lá e tem até barraca montada.
Na Praça Rocha Pombo é um patrimônio da cidade. Foi onde se convencionou, em 1929, a instalação de Londrina. É cercada pelas vias Benjamin Constant, Minas Gerais e São Paulo. Por lá, o lixo é protagonista. Lixo jogado por quem mora ou passa por lá e desconhece o que é uma lixeira e lixo de galhos e folhas que se acumulam e não são retirados. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Publicidade
Publicidade


O tiozão aí foi dar aquela aliviada, mas o banheiro <br>está fechado. Fez do lado de fora mesmo
O tiozão aí foi dar aquela aliviada, mas o banheiro
está fechado. Fez do lado de fora mesmo


Mais praças
Na lista do descontentamento ainda estão três praças: a Willie Davids, a Marechal Floriano Peixoto e Primeiro de Maio, muito longe do sonho de visitação de quem se dispõe a fazer um passeio. Tomadas também por pessoas em situação de vulnerabilidade, concentram serviços, fazem parte da rotina de quem trabalha ou mora no Centro ou simplesmente servem de passagem. Se botar reparo, estão sim, descuidadas. Há árvores que morreram há anos, outras foram derrubadas por ventanias há meses e há crateras que se formam ao sabor do tempo. Jogadores de carteado resistem ao mau cheiro e, quando perguntados na Marechal Floriano Peixoto se há notícias sobre quando os banheiros serão reativados, dão até risada. "Isso já virou piada e o que mais se vê é gente fazendo xixi na grade que colocaram", comentam. E não é que a reportagem flagrou um "tiozinho" dando aquela aliviada ali, em plena quarta-feira à tarde? Por lá, tem lixeira quebrada, problemas no calçamento e os obstáculos provocados pelas bombardeio das pombas. Mais adiante, a Primeiro de Maio, que abriga a Concha Acústica e também um sem fim de problemas diários e de conhecimento público. Embora integre um chamado Corredor Cultural, pode-se ver por lá que há placas do Memorial do Pioneiro que foram furtadas e nunca repostas. As de turismo também estão todas degradadas pela ação do tempo e dos vândalos. Também serve de abrigo para moradores de rua. (W.N.)


E aí, CMTU?
Por meio de uma nota, a assessoria de comunicação da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) informou que "a Prefeitura de Londrina, por meio da CMTU, realizou recentemente a revitalização do entorno dos Lagos Igapó II e III; Zerão, praças nos jardins Bandeirantes, Vila Brasil e Jardim Califórnia, além das situadas nas rua Humaitá. As áreas de lazer recebem limpeza geral que incluiu recolhimento de galhos secos, retirada de resíduos irregulares, capina e roçagem do mato e varrição; poda de árvores, pintura de bancos e meios-fios, colocação de novas lixeiras e conserto de calçadas. A programação deste serviço consiste em realizar estas ações nas praças da região central (Bandeira, Willie Davids e Rocha Pombo), além da Nishinomiya. Aliás, na Praça da Bandeira, a CMTU já está realizando reformas e instalação de grades nos banheiros públicos e uma licitação vai apontar uma empresa responsável pelo funcionamento diário do local."

Cadastre-se em nossa newsletter

Serviço
O Sinal Verde é o serviço responsável pela abordagem e encaminhamento de moradores de rua. Funciona das
7h às 23h. Sábado, das 9h às 20h. Domingo, das 9h às 15h.
Fone: (43) 99991-4568.


Publicidade

Últimas notícias

Publicidade
LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas