Notícias

Vamos ajudar - Clínica pede ajuda pra não fechar

23 jul 2015 às 09:33


Inaugurado em 21 de agosto de 1993, o Centro de Saúde Especial Bárbara Daher, o Getexcel, é uma clínica odontológica que atende gratuitamente pacientes com qualquer tipo de deficiência. A clínica é responsável pelo atendimento a mais de 130 cidades.
Desde a sua fundação, no entanto, a entidade filantrópica sobrevive a duras penas, com verbas cada vez mais menores do poder público e tendo que promover eventos beneficentes para se manter. Muito pouco para sustentar o trabalho, que atravessa um momento caótico.
No final do ano passado, a clínica cogitou fechar suas portas depois de dois anos sem receber repasses da Prefeitura de Londrina - o convênio não foi renovado a partir de 2013. O prédio onde está instalada a clínica, que é do município, é um bom exemplo da situação atual. A equipe de dentistas, todos voluntários, praticamente implora há três anos por reformas no local. Com as fortes chuvas deste mês, o problema se agravou.
Pelo menos seis salas estão comprometidas por rachaduras enormes nas paredes. O nível de comprometimento da estrutura é tão grande que pedaços das paredes estão caindo e as portas, emperradas. Numa sala no fundo prédio, uma das paredes cedeu, comprometendo o piso e comprimindo a tubulação, o que gerou vazamento. Por conta das infiltrações, o centro cirúrgico já está fechado desde 2012. Quem trabalha por lá revela que o medo de desabamento é constante. "É difícil, já tiramos tudo, estamos com muito medo disso aqui cair, mas temos bens e não podemos sair", diz a dentista Nadia Regina Mello, uma das fundadoras da clínica.

Até que enfim
Depois de inúmeros apelos em vão, agora a Prefeitura de Londrina decidiu tomar providências.
A Secretaria de Saúde informou que o local será reformado. Enquanto isso, o atendimento será realizado na parte da tarde na Unidade de Saúde Básica do Jardim Campos Verdes (zona norte), a partir de semana que vem.
Apesar da reforma estrutural, a perspectiva de futuro não é das melhores. A tendência é que o problema da falta de dinheiro continue. Atualmente, o Getexcel conta apenas com uma verba proveniente do Sistema Único de Saúde (SUS), por número de atendimentos realizados, varia entre R$ 3 mil e 5 mil por mês. Como o serviço está restrito por conta das avarias no prédio,
fica difícil imaginar um aumento. (R.S.)


Convênio volta, mas...
O convênio com a Prefeitura de Londrina será reativado e a entidade vai receber R$ 4,3 mil por mês.
Três anos depois de ser cortado o repasse será menor, já que até 2012 o Getexcel recebia pouco mais de R$ 6 mil.
A justificativa da Secretaria de Saúde é que o contrato também é por produtividade e esta caiu porque o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), que é municipal, realiza o mesmo tipo de atendimento.
A falta de verba atinge diretamente os cinco funcionários do Getexcel, que não recebem salários integrais desde maio. Para piorar, o convênio que está sendo assinado com a Prefeitura não permite que o dinheiro seja utilizado para este fim, só para custear materiais.
As despesas mensais da clínica giram em torno de R$ 15 mil e a defasagem é de pouco mais da metade deste montante. Informações: (43) 3348-0728 (R.S.)

Estudantes reformam brinquedoteca do Ilece
Alunos do curso de Engenharia Civil da UniFil encontraram uma boa forma de aliar o estudo e a prática da profissão ao trabalho social. Eles estão colocando a mão na massa para deixar a brinquedoteca do Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais (Ilece) "novinha em folha". A iniciativa faz parte das atividades do Núcleo de Prática de Engenharia. No entanto, como se trata de uma ação totalmente voluntária, será necessária a ajuda da população. "Estamos precisando de tinta, massa corrida, cimento, areia e ferramentas de pintura. Isso é muito importante para que possamos continuar com a reforma", ressaltou coordenadora do curso de Engenharia Civil da UniFil, Carolina Alvim. (Rafael Souza/Grupo Folha)


Continue lendo