Todo cuidado é pouco ao andar pelas calçadas de Londrina. Seja a passeio ou no corre-corre da rotina de trabalho, ficar atento aos buracos, desníveis e saliências é prevenir acidentes. Vítima de um buraco na rua Belo Horizonte, a pensionista Neide Marisa Assami Chui, 61 anos, não desgruda a mão do netinho e não tira os olhos de onde passa. "Levei um tombo na calçada por causa de um buraco. Foi um tombo feio. Fiquei sem poder andar, depois passei a usar andador, muleta, tive que fazer fisioterapia e pilates. Redobrei o cuidado porque vivi na pele esse problema que está em todas as partes da cidade." Ao passar por uma calçada na rua Pará, a aposentada Herminia Kasecker desabafa: "É um desrespeito muito grande com o pedestre. Cadê a CMTU?", questiona diante dos buracos e pedras no meio do caminho. Em alguns pontos, a calçada tornou-se inacessível a ponto de o pedestre ter que apelar para a rua para fazer a travessia. O NOSSODIA entrou em contato com a Secretaria de Obras, a quem cabe a fiscalização das calçadas. O secretário Walmir da Silva Matos concorda que as calçadas não estejam bem cuidadas. "De forma geral, não". Sobre reformas que geram dificuldade de usar as calçadas, Matos reforça que os espaços devem ser deixados livres para o pedestre e "a preocupação com a acessibilidade deve ser de todos." Ainda de acordo com o secretário, não se trata de uma queixa frequente. "Mas quando esse tipo de reclamação chega, é através de protocolo feito em nossa Praça de Atendimento."
SERVIÇO
A população pode fazer denúncias sobre o impedimento irregular dos passeios. 3379-796800. O caso é repassado para os fiscais, os quais vão até o local verificar se existe autorização da CMTU que justifique a inacessibilidade.
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Flagrante do NOSSODIA mostra calçada aos pedaços, propícia para quedas e acidentes
Em atendimento às reclamações dos pedestres, a assessoria de imprensa da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) explicou detalhadamente o que pode e o que não pode sobre calçamento a quem ainda não tem conhecimento da Lei. Por exemplo, o que determina o Código de Posturas do Município. "Todas as edificações construídas na cidade devem manter a área de calçada limpa, desimpedida e em bom estado de conservação." E ainda destaca seu artigo 36: "É proibido embaraçar ou impedir, por qualquer meio, o livre trânsito de pedestres ou de veículos nas ruas, praças, calçadas e passeios, exceto para efeito de obras públicas devidamente autorizadas, por determinação policial ou por meio de autorização do órgão competente." A Companhia também esclareceu: "Após o recebimento da notificação por parte do responsável pela área, o prazo de adequação previsto no Código de Posturas é de 15 dias úteis. Se as determinações da fiscalização não forem acatadas, o cidadão fica sujeito a uma multa que varia entre R$ 60 e R$ 3 mil." E nos casos de reformas, deve ser feita em duas etapas. Caso não seja possível realizar o impedimento dessa forma, "a Companhia pode liberar o bloqueio total do passeio, mas o responsável deverá fazer a reserva das vagas de estacionamento em frente ao imóvel para garantir a passagem dos pedestres", esclareceu a CMTU. A respeito das calçadas com mato, a CMTU disse que mantém a fiscalização e o serviço é executado por uma equipe com 10 operários. "Temos feito a média de 60 a 80 terrenos por semana, de acordo com as condições climáticas. Se o dono do lote se ‘adiantar’, pode se livrar a multa, de R$ 2,00 m2, mais entre R$ 0,51 e R$ 0,54 a capina e roçagem por m2, taxa administrativa de 10%. Assim, um terreno de 250m2, por exemplo, ficará em R$ 698,50 (aproximadamente R$ 700,00). Lembrando que é aplicada a correção monetária considerando a data da execução do serviço até o efetivo pagamento dos valores", detalhou a assessoria de imprensa da CMTU.

Em outra "calçada" em frangalhos em frente a uma obra, as duas mulheres tiveram que redobrar os cuidados para não se machucar