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UPA tá pronta, mas não atende ninguém

03 jul 2014 às 08:35
Se já estivesse funcionando, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ibiporã estaria atendendo 120 pessoas diariamente. Mas mesmo com a estrutura toda prontinha, ninguém pode ser atendido por lá porque faltam equipamentos e funcionários. A estrutura custou cerca de R$ 3 milhões e entregue há mais de seis meses.
A UPA, que fica no Jardim Serraia, será a primeiro de Ibiporã a realizar atendimentos de urgência e emergência, mas o início das atividades depende de licitações em andamento para a compra de cerca de 400 itens, como medicamentos, móveis e materiais básicos descartáveis. O diretor da Secretaria Municipal de Saúde, Ilto de Souza, garantiu que os editais que envolvem a UPA são tratados como prioridade, "mas a burocracia precisa ser respeitada". A unidade começou a ser construída no início de 2011.
Conforme Souza, a Universidade Estadual de Londrina já foi contratada para realizar o concurso público para contratação dos cerca de 60 funcionários. "A expectativa é que os atendimentos comecem entre novembro e dezembro deste ano", prometeu o diretor. A intenção é manter, pelo menos, dois médicos (um clínico geral e um pediatra) à disposição da população durante 24 horas.
A unidade contempla dois leitos para atendimentos de urgência e emergência, oito leitos para casos em observação e quartos para atendimentos relacionados à saúde mental. O laboratório municipal para a análise de exames clínicos e a base do Samu já funcionam em parte da estrutura da nova UPA. (Viviani Costa/Folha de Londrina)

Atendimento improvisado
Até a inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), apenas o Hospital Cristo Rei mantém os atendimentos de urgência e emergência em Ibiporã. O hospital filantrópico é alvo de reclamações e é investigado por Ministério Público por suspeitas de irregularidades. "Estamos acompanhando as escalas de plantão e deixamos a UBS Central aberta até às 22 horas, de segunda a sexta, e até as 18 horas aos sábados, domingos e feriados para que a população não fique sem atendimento", apontou o diretor Ilto de Souza.
Das oito unidades básicas de saúde existentes na cidade, cinco estão em reforma e os atendimentos são feitos de forma improvisada em imóveis alugados ou cedidos. "Até o final do ano, toda a rede estará reestruturada e esperamos inaugurar também a UPA", reforçou o diretor da Secretaria de Saúde. (V.C.)

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