Uma das grandes carências no setor de saúde é o baixo número de doadores de sangue. Os bancos que armazenam o material sempre sofrem com os estoques baixos. Por isso, neste Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado todo 14 de junho, nada melhor do que ressaltar a importância de se tornar um deles.
O Hemocentro do Hospital Universitário (HU) de Londrina alerta que vários fatores contribuem para o atual quadro de baixos estoques. De acordo com a técnica administrativa do Hemocentro, Rosane Higemberg, responsável pelo setor de captação de doadores, os tipos sanguíneos B negativo e O positivo estão entrando no alerta. "E agora diminuiu ainda mais o número de doações por conta de feriados prolongados recentes. E com a proximidade das férias escolares, a tendência é piorar", explica, lembrando que muitas famílias saem em viagem neste período e não doam. Fora isso, esclarece que alguns mitos impedem mais doações. "Uns dizem que tem medo de agulha, ou de passar mal, outros que afina o sangue e também pensam que o Hospital Universitário vai ficar ligando e pedindo mais doações".
Higemberg relata que por mais campanhas que se faça, a maioria vem doar quando há uma amigo ou familiar precisando. "Se cada um doasse pelo menos uma vez por ano, no aniversário, por exemplo, iria comemorar a própria vida e a do próximo".
Quem doa sangue uma vez ao ano recebe uma carteirinha certificando o estado de saúde e quem doa três desfruta de descontos em cinema, teatro e na inscrição de concursos públicos. Ao todo, o banco fornece sangue para 22 hospitais, sendo quatro de Londrina e municípios vizinhos. "Essas cidades se organizam em grupos e fazem doações frequentemente. "Temos uma van para grupos de empresas e faculdades. Buscamos e levamos em Londrina", enfatiza Higemberg. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)
SERVIÇO
O Hemocentro funciona de segunda a sexta das 13h às 18h30. Aos sábados das 8h às 17h30. Os fone de contato são (43) 3371-2218 e (43) 3371- 2356. Doações também podem ser feitas no Museu Histórico às quintas-feiras, das 8h às 11h. Rua Benjamin Constant, 900.