Usar o micro-ondas todo dia, ficar pendurado no celular ou mesmo passar embaixo de uma rede de energia até parecem situações inofensivas. Mas só parecem. Pesquisadores espalhados pelo mundo alertam que equipamentos eletrônicos geram uma poluição eletromagnética invisível que pode provocar mal estar, enjoo, enxaqueca, insônia, diarréia e até câncer.
Especialista no assunto, a professora e pesquisadora Snezana Renault esteve em Londrina recentemente e explicou que a poluição eletromagnética é tudo aquilo que nos cerca e que pode ter baixa ou alta frequência. "Os aparelhos elétricos como televisores, geladeira, máquinas de lavar são tidos como de baixa frequência. Já todo o sistema de telefonia, como celulares, telefones sem fio, postes externos e o wi-fi (internet sem fio) são os maiores vilões por terem alta frequência", detalhou a pesquisadora que estuda o tema há 30 anos.
Apesar da discussão ainda ser cercada de polêmicas, o fato é que em todo o mundo pesquisadores já reconhecem que a exposição prolongada a campos magnéticos pode provocar a redução dos glóbulos vermelhos e o aumento dos glóbulos brancos, favorecendo o surgimento de câncer por exemplo.
Uma pesquisa realizada em 1979, pela bióloga e socióloga Nancy Wertheimer, da Universidade de Colorado (EUA), estudou 900 crianças de famílias que moravam perto de redes de transmissão de energia elétrica. No final do trabalho ficou identificado que por volta de 90 crianças (10%) sofriam de leucemia (um tipo de câncer). Outro cientista da Universidade da Califórnia descobriu que a incidência de câncer no cérebro entre radioamadores era 2,6 vezes maior do que entre profissionais de outros ramos.
"Aquela história de que o uso de celular não faz bem à saúde, é verdade. Sobretudo quando as pessoas falam por muito tempo ao dia. O processo funciona exatamente como um micro-ondas. Não é uma metáfora. O micro-ondas aquece as moléculas de água dos alimentos por agitação e o telefone celular vai fazer o mesmo. Você encosta o aparelho na orelha e ele esquenta as moléculas de água do nosso cérebro e as agita", afirma Snezana. (Micaela Orikasa/Folha de Londrina)
Especialista no assunto, a professora e pesquisadora Snezana Renault esteve em Londrina recentemente e explicou que a poluição eletromagnética é tudo aquilo que nos cerca e que pode ter baixa ou alta frequência. "Os aparelhos elétricos como televisores, geladeira, máquinas de lavar são tidos como de baixa frequência. Já todo o sistema de telefonia, como celulares, telefones sem fio, postes externos e o wi-fi (internet sem fio) são os maiores vilões por terem alta frequência", detalhou a pesquisadora que estuda o tema há 30 anos.
Apesar da discussão ainda ser cercada de polêmicas, o fato é que em todo o mundo pesquisadores já reconhecem que a exposição prolongada a campos magnéticos pode provocar a redução dos glóbulos vermelhos e o aumento dos glóbulos brancos, favorecendo o surgimento de câncer por exemplo.
Uma pesquisa realizada em 1979, pela bióloga e socióloga Nancy Wertheimer, da Universidade de Colorado (EUA), estudou 900 crianças de famílias que moravam perto de redes de transmissão de energia elétrica. No final do trabalho ficou identificado que por volta de 90 crianças (10%) sofriam de leucemia (um tipo de câncer). Outro cientista da Universidade da Califórnia descobriu que a incidência de câncer no cérebro entre radioamadores era 2,6 vezes maior do que entre profissionais de outros ramos.
"Aquela história de que o uso de celular não faz bem à saúde, é verdade. Sobretudo quando as pessoas falam por muito tempo ao dia. O processo funciona exatamente como um micro-ondas. Não é uma metáfora. O micro-ondas aquece as moléculas de água dos alimentos por agitação e o telefone celular vai fazer o mesmo. Você encosta o aparelho na orelha e ele esquenta as moléculas de água do nosso cérebro e as agita", afirma Snezana. (Micaela Orikasa/Folha de Londrina)