Desde os cinco anos de idade, o restaurador Divino Alexandre Passarini Cordeiro, 42 anos, visita o Cemitério São Pedro, no Centro de Londrina, e tem muito respeito pelo local. Tanto é que toda segunda-feira se reúne com um grupo de religiosos para rezar pelas almas dos que já se foram. Recentemente, diante do túmulo daquele que é considerado o morto que inaugurou o cemitério, Divino ficou sensibilizado com o estado de abandono da lápide da sepultura, que havia sido totalmente apagada pelo tempo.
"Me deu vontade de restaurar porque tocou o meu coração", resume. E foi o que Divino fez. Com o objetivo de preservar a história desse morto anônimo, o restaurador decidiu usar seu dom e trouxe a lápide "de volta à vida" voluntariamente. "Acredito que seja uma forma de respeitar a memória dele (o morto), pois não podemos deixar nossa história se perder com o tempo", defende. Com a placa apagada em mãos, Divino escolheu um bom pincel, tinta e se pôs a trabalhar. Sem pressa e com muito cuidado as palavras foram ressurgindo.
Sobre a história do homenageado, pouco se sabe. "Uns contam que este homem que foi enterrado como indigente, após ter sido encontrado morto por uma freira. Outros dizem que ele foi encontrado sem vida e com os braços abertos, como Jesus. Outros dizem que estava em cima de uma árvore, caiu e morreu. E nunca nenhum familiar reclamou o corpo, para fazer a identificação. Eu só sei que a restauração da placa é uma forma de lembrar dele", reflete.
Com o trabalho concluído, a lápide foi recolocada no túmulo. Agora é possível ler toda a mensagem: "Justa homenagem. Morto estendido no chão com seus braços abertos em forma de cruz. Jaz neste humilde túmulo o nº 1 deste cemitério. Os que passarem por aqui, rezem por sua alma". "É uma peça histórica e tem sua importância", valoriza o restaurador. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)
"Me deu vontade de restaurar porque tocou o meu coração", resume. E foi o que Divino fez. Com o objetivo de preservar a história desse morto anônimo, o restaurador decidiu usar seu dom e trouxe a lápide "de volta à vida" voluntariamente. "Acredito que seja uma forma de respeitar a memória dele (o morto), pois não podemos deixar nossa história se perder com o tempo", defende. Com a placa apagada em mãos, Divino escolheu um bom pincel, tinta e se pôs a trabalhar. Sem pressa e com muito cuidado as palavras foram ressurgindo.
Sobre a história do homenageado, pouco se sabe. "Uns contam que este homem que foi enterrado como indigente, após ter sido encontrado morto por uma freira. Outros dizem que ele foi encontrado sem vida e com os braços abertos, como Jesus. Outros dizem que estava em cima de uma árvore, caiu e morreu. E nunca nenhum familiar reclamou o corpo, para fazer a identificação. Eu só sei que a restauração da placa é uma forma de lembrar dele", reflete.
Com o trabalho concluído, a lápide foi recolocada no túmulo. Agora é possível ler toda a mensagem: "Justa homenagem. Morto estendido no chão com seus braços abertos em forma de cruz. Jaz neste humilde túmulo o nº 1 deste cemitério. Os que passarem por aqui, rezem por sua alma". "É uma peça histórica e tem sua importância", valoriza o restaurador. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)