É da infância difícil na área rural em Umuarama (Noroeste), que Jéssica Andrade ‘Bate-Estaca’ tira ensinamentos todos os dias para treinar. A força que a primeira brasileira a lutar no Ultimate Fighting Championship (UFC) mostra hoje para finalizar as adversárias vem dos muitos anos de trabalho pesado, ajudando o pai na colheita, carregando sacos de milho nas costas. Isso explica um pouco porque oponente nenhuma consegue intimidar a pequena guerreira, de 1,58 metro de altura.
"Acho que foi daí que veio essa força toda", diz ela. A vida lhe impôs vários obstáculos, mas nenhum foi capaz de fazê-la desistir.
O sonho de menina nem era ser lutadora. "Eu jogava bola, tênis de mesa, basquete, vôlei, nem sabia o que era luta, só de ver na televisão mesmo. Eu queria ser jogadora de futebol", conta. Mas bastou a primeira luta de judô aos 18 anos, em um projeto social, para encontrar de vez seu lugar no mundo dos esportes. "Na primeira aula, o professor me colocou para lutar com o menino mais forte que ele tinha e eu ‘desci o carro nele’. Foi aí que começou tudo", relembra.
Em quatro anos, a lutadora se destacou rapidinho. Da primeira luta no MMA, em 2011, ao UFC foram dois anos. A estreia no maior evento de lutas do mundo foi em julho do ano passado: derrota para a americana Liz Carmouche. Depois "foi só alegria", com vitórias sobre a também americana Raquel Pennington e a inglesa Rosi Sexton. O bom desempenho rendeu até um contrato novo, válido por quatro anos, com a empresa do chefão Dana White.
O próximo desafio já tem data: 13 de setembro, no UFC Fight Night 51, que será realizado em Brasília, no ginásio Nilson Nelson. A adversária seria Valerie Letourneau, na categoria peso galo (até 61kg), mas a canadense se machucou e foi afastada. Para seu lugar, White escolheu outra brasileira: Larissa Pacheco, paraense que acabou de faturar o título do Jungle Fight. O que muda para Bate-Estaca? Segundo ela, quase nada. (Rafael Souza/Folha de Londrina)
"Acho que foi daí que veio essa força toda", diz ela. A vida lhe impôs vários obstáculos, mas nenhum foi capaz de fazê-la desistir.
O sonho de menina nem era ser lutadora. "Eu jogava bola, tênis de mesa, basquete, vôlei, nem sabia o que era luta, só de ver na televisão mesmo. Eu queria ser jogadora de futebol", conta. Mas bastou a primeira luta de judô aos 18 anos, em um projeto social, para encontrar de vez seu lugar no mundo dos esportes. "Na primeira aula, o professor me colocou para lutar com o menino mais forte que ele tinha e eu ‘desci o carro nele’. Foi aí que começou tudo", relembra.
Em quatro anos, a lutadora se destacou rapidinho. Da primeira luta no MMA, em 2011, ao UFC foram dois anos. A estreia no maior evento de lutas do mundo foi em julho do ano passado: derrota para a americana Liz Carmouche. Depois "foi só alegria", com vitórias sobre a também americana Raquel Pennington e a inglesa Rosi Sexton. O bom desempenho rendeu até um contrato novo, válido por quatro anos, com a empresa do chefão Dana White.
O próximo desafio já tem data: 13 de setembro, no UFC Fight Night 51, que será realizado em Brasília, no ginásio Nilson Nelson. A adversária seria Valerie Letourneau, na categoria peso galo (até 61kg), mas a canadense se machucou e foi afastada. Para seu lugar, White escolheu outra brasileira: Larissa Pacheco, paraense que acabou de faturar o título do Jungle Fight. O que muda para Bate-Estaca? Segundo ela, quase nada. (Rafael Souza/Folha de Londrina)