A "Marcha da Maconha Londrina" ocorreu na tarde de domingo. A organização, que aguardava cerca de 300 participantes, destacou que o objetivo da concentração também era discutir a legalização e desmistificar a substância. A marcha teve início no Anfiteatro do Zerão, por voltas das 16 horas, e passaria pelas vias Gomes Carneiro, Higienópolis, Piauí, o destino seria a Concha Acústica, na região central da cidade.
O evento contou com a presença de estudantes, trabalhadores, profissionais liberais, assim também como candidatos a vereador e prefeito. Um dos organizadores, o engenheiro eletricista Ricardo de Abreu Fortunato, que afirmou ser usuário de maconha desde 2000, comentou sobre a desmistificação da "erva". "Infelizmente, muitos não têm conhecimento sobre o assunto e acabam tomando um posicionamento equivocado. Minha mãe, por exemplo, faz críticas ao uso da maconha e diz que a substância acaba com os neurônios. Além de discutir sobre isso, novo objetivo é esclarecer os benefícios da maconha", explicou engenheiro eletricista. "Um deles seria sobre o seu efeito medicinal. Meu pai sofre com a diabetes e faz tratamento com medicamentos da indústria farmacêutica. Atualmente, cientistas realizam testes com meios naturais à base de maconha. Acredito que para meu pai, o tratamento com maconha não causaria mais prejuízos para a sua saúde", comentou Fortunato.
O Dj Rudiere Henrique Ferreira também é usuário de maconha. Ele afirmou que se tornou uma pessoa com temperamento estável após conhecê-la. "Depois que comecei a usar maconha, passei a encarar o mundo de outra maneira. Hoje sou uma pessoa mais tranquila, flexível e que busca a paz. Evito brigas. O efeito da maconha é bem diferente do causado pelo álcool e cocaína, por exemplo, que deixam o usuário mais agressivo", disse ele, que contou que usa a substância duas a três vezes por dia.