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Um pão tamanho família

20 jun 2014 às 08:45
Um pão gigante. Assim a freguesia define o pão que chama a atenção pelo tamanho, comercializado na Panificadora e Confeitaria Tibagi, em Ibiporã. No balcão, a iguaria mais famosa da "padoca" ocupa uma bandeja inteira, onde poderiam ser acomodadas nove línguas de sogra, 21 pães doces, ou dezenas de pãezinhos franceses. O bitelo que pesa mais de um quilo e meio sai por R$ 10 e dá para servir um time inteiro no café da manhã ou da tarde.
Segundo Walter Luiz Mailan, 35 anos e mais de 20 de experiência como padeiro, esse é um pão bem antigo e que ele resolveu resgatar, pois ainda menino já provava o quitutão. "Minhas coisas são sempre maior. Este é um pão antigo, mas a padeirada esqueceu dele", comenta, cheio de graça. "Lembro que meu irmão fazia pão grande em forma de canoa, de jacaré... Então, pra mim, esse pão não é tão grande assim", completa.
O comerciante explica que o pão segue uma receita bem caseira. "Vai ovo, farinha, sal, açúcar, leite em pó, água, fermento biológico e amor", brinca. "As quantidades são segredo. Faço tudo na masseira e a mão é só para dar forma", diz. Dentro de uma padaria desde os nove anos de idade, o padeiro admite que mesmo na correria consegue ser criativo. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)

Padeiro sonha grande
Quem pensa que é só o pão caseiro gigante que chama atenção na Padaria Tibagi está muito enganado. Os sonhos, broas e espirais também são "padrão Waltão". O sonho de creme ou doce de leite, por exemplo, serve tranquilamente até quatro pessoas. " O pessoal brinca que é sonho de Itu", fala o padeiro. Os espirais, que lembram as fatias húngaras também são generosamente recheados com creme de coco e, assim como as broas de milho, são fora do tamanho normal. A produção indica que a freguesia aprova tudo o que está no balcão e não é só por causa do tamanho. Dona Adélia Barbosa, 65 anos, compra sempre o maior pão da cidade e recomenda: "é bom demais". (W.V.)

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