Peritos e funcionários do setor administrativo acumulam a função de auxiliares de limpeza. Resíduos das necrópsias são armazenados de forma improvisada. Carros repassados sem contratos de manutenção dependem de pneus emprestados para rodar. Este é o cenário atual em algumas das sedes do Instituto Médico Legal (IML) no interior do Paraná. As dificuldades que se arrastam há meses são enfrentadas em silêncio pela equipe, já que uma portaria publicada pelo governo do Estado determina que "toda manifestação oficial, escrita ou falada, sobre assuntos pertinentes a atividades técnico-científicas do IML do Paraná solicitada por autoridades locais, estaduais ou a imprensa, não devem ser respondidas pelas respectivas chefias". O documento assinado pelo diretor geral do IML no Estado, Carlos Alberto Peixoto Baptista, encaminhado aos diretores das sedes do IML no Paraná entrou em vigor no dia 20 de fevereiro e, desde então, "todas as solicitações devem ser remetidas à direção geral".