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UFA! - Vizinhos de cratera já respiram aliviados

28 mai 2017 às 19:47

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Fotos: Paulo Monteiro
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"Uma tragédia vai acontecer a qualquer momento", alertavam os vizinhos da cratera que destruiu o fundo de vale do Jardim Santa Rita, na rua Ébano, zona oeste de Londrina. Durante dez anos de deslizamentos, ela chegou a 20 metros de profundidade. Porém, no início de 2017, o buraco se aproximou assustadoramente das residências. A área, localizada ao lado da nascente do Ribeirão Quati, foi interditada e o município deu início a uma obra emergencial. Hoje, após algumas melhorias, a realidade é bem diferente e os moradores já conseguem respirar aliviados.
"Esta obra deve ter uns quatro meses, já melhorou bastante a nossa situação", comemorou a dona de casa Vanda Lúcia Alves. "Mas hoje (25) eles (operários da obra) não apareceram. Isso não deveria acontecer. Por causa da umidade da terra, que está deslizando morro abaixo, as manilhas de concreto se desprenderam e rolaram para o fundo do Ribeirão Quati. Daqui a pouco a cratera estará tomando toda a nossa região novamente", avalia ela, que vive no bairro há 48 anos.
Mesmo ameaçador, o cenário atraiu inúmeros curiosos nos últimos anos. Muitos não acreditavam que o município pudesse encontrar uma solução e apostavam que uma tragédia seria registrada mais cedo ou mais tarde no local. O aposentado Eurico Domingues, que mora a poucos metros do buraco, por duas vezes quase acabou com o seu Chevrolet Chevette no interior da cratera. "Mesmo com tantos sustos, ninguém chegou a cair ou se ferir neste buraco. Graças a Deus", destaca Vanda Lúcia Alves. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)

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"Por causa da umidade da terra, as manilhas de concreto se desprenderam e rolaram para o fundo do Ribeirão Quati", alerta moradora

Orçado em R$ 3 milhões
Antes de iniciar a reconstrução do local, a Prefeitura fez reuniões entre secretarias, Defesa Social e outros órgãos para definir providências emergenciais e garantir a proteção dos moradores no entorno. No local havia muitas tubulações que desembocavam no ribeirão. Por causa da força da água nos períodos chuvosos, elas acabavam destruídas, causando deslizamentos e destruição no fundo de vale. De acordo com o secretário municipal de Obras, Fernando Tunouti, foi realizada a drenagem do local, facilitando o acesso e diminuindo a erosão e os danos. "Realizamos medidas de segurança, evitando acidentes e mais desmoronamentos no fundo de vale", adianta ele. "No momento está em execução o reforço das galerias e o aterro de parte do entorno."
Apesar das medidas para evitar o avanço do deslizamento, Tunouti não tem uma data para a conclusão do trabalho. "Ainda está em processo de licitação. Inicialmente, o projeto está orçado em R$ 3 milhões. Os recursos são do Fundo Municipal de Saneamento Básico e Desenvolvimento Sustentável (convênio com o governo do Estado em programa com a Companhia de Saneamento do Paraná)", revela o secretário municipal de Obras. (P.M.)

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