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Tudo sujo e misturado

28 mar 2018 às 20:04

Ninguém sobe, ninguém desce. Essa é a atual realidade da rua Petruska Milianskaite Ruiz, região oeste de Londrina. Em plena área urbana, uma situação caótica que se estende por outras tantas vias. Por conta do lixo descartado, a rua está interditada. A quem se encoraja, é possível ver montanhas de roupas, móveis, restos de material de construção e outros tantos pertences abandonados em local indevido. Morador do bairro há duas décadas, Nilton Moreira, 57 anos, se sente incomodado diante da cena. "É uma pouca vergonha", resume o pedreiro. Há ainda o mau cheiro, que indica o abandono de animais mortos no ponto de descarte. O fundo de vale, testemunha silenciosa, também recebe o lixo abandonado, trazido pela força da água das chuvas. Na rua Otto Edmundo Riihmann, a cena se repete e, em gênero, número e grau, para tristeza dos moradores do conjunto Palermo e jardim Império do Sol. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)

Resposta da Prefeitura
Em nota, o Núcleo de Comunicação da Prefeitura e a Secretaria Municipal do Ambiente reforçaram que é proibido atear fogo em objetos abandonados e admitiu a dificuldade em identificar o autor para puni-lo. "As pessoas que conseguirem identificar veículos ou pessoas que despejam esses resíduos podem enviar fotos para a Sema para que os responsáveis sejam autuados", diz a nota. Já a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e urbanização) também lembrou que o ato é crime e pediu civilidade às pessoas que descartam e queimam lixo por lá. "(Que) o despejo de entulhos, móveis, sofás, colchões, podas de árvore e madeiras seja feito de modo regular, nos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs)", diz a nota. A CMTU esclarece ainda que em 2017 retirou do local 15 caminhões de detritos do fundo de vale da rua Otto Edmundo Riihmann. Além das fiscalizações de rotina, a CMTU costuma realizar ações pontuais em parceria com a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) e Força Verde. Denúncias devem ser feitas pelo telefone 3379-7900.


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