Com a produção de vento em popa e os pés no chão, Ramiro Batista Neto, 48 anos, é a prova que todo mundo consegue dar a volta por cima. Três anos atrás, saiu de um quadro de depressão e dependência em álcool e entrou numa nova vida. "Eu vinha caminhando no rumo errado, até que tive uma oportunidade. Fui acolhido em Rolândia por um senhor, o Roberto, e sou muito grato a tudo o que aprendi com ele. Agora entendo que mesmo quando era durão, estava me dando lições."
Na chácara onde trabalhava, Ramiro via as pessoas festejando nos fins de semana e passou a observar a vida com outros olhos. "Via tanta gente feliz, bacana e eu só pelos cantos", conta. O pulo de Ramiro veio da necessidade e do desejo por liberdade e mais autonomia, inclusive financeira. Nascido em São Francisco, norte de Minas Gerais, buscou nas suas origens uma ideia. "Vi um tachinho de alumínio na chácara e pedi para o Roberto um botijão de gás. Ele disse que pedia o gás, mas seria eu quem iria pagar." A lição valeu a pena: Ramiro hoje é um microempresário, dono da Ramiro Doces Artesanais, em Rolândia.
A primeira produção foi comprada pela Borracharia André. Daí em diante, Ramiro saiu da informalidade, conquistou freguesia e respeito. O doce caseiro do Ramiro corre de boca em boca e vai até na cesta básica de muito trabalhador. "Escolhi viver de cara limpa. Gente que já me deu de comer hoje é meu cliente, assim como virei cliente deles. De tudo isso, sei que devo muito a Deus", agradece. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)
Na chácara onde trabalhava, Ramiro via as pessoas festejando nos fins de semana e passou a observar a vida com outros olhos. "Via tanta gente feliz, bacana e eu só pelos cantos", conta. O pulo de Ramiro veio da necessidade e do desejo por liberdade e mais autonomia, inclusive financeira. Nascido em São Francisco, norte de Minas Gerais, buscou nas suas origens uma ideia. "Vi um tachinho de alumínio na chácara e pedi para o Roberto um botijão de gás. Ele disse que pedia o gás, mas seria eu quem iria pagar." A lição valeu a pena: Ramiro hoje é um microempresário, dono da Ramiro Doces Artesanais, em Rolândia.
A primeira produção foi comprada pela Borracharia André. Daí em diante, Ramiro saiu da informalidade, conquistou freguesia e respeito. O doce caseiro do Ramiro corre de boca em boca e vai até na cesta básica de muito trabalhador. "Escolhi viver de cara limpa. Gente que já me deu de comer hoje é meu cliente, assim como virei cliente deles. De tudo isso, sei que devo muito a Deus", agradece. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)