A temporada 2017 trouxe à tona um problema que o Londrina não vivia há alguns anos. Após usar três goleiros na primeira parte do ano, o técnico Claudio Tencati ainda não sabe quem será o titular para o duelo contra o Luverdense, sábado (27), no Estádio do Café, pela terceira rodada da Série B.
Após a saída de Zé Carlos – dispensado por indisciplina – os pratas da casa Alan, 22 anos, e Cesar, 21, disputam a camisa 1 para a sequência do Brasileiro. A indecisão do treinador é porque nenhum conseguiu passar a confiança total ao torcedor acostumado às grandes performances de Danilo, Vitor e Marcelo Rangel nos últimos seis anos.
Alan foi o escolhido para começar a temporada como titular. Errou em algumas partidas e após sofrer uma lesão muscular no adutor, abriu espaço para o também garoto Cesar. Em seus primeiros jogos como profissional, o goleiro não decepcionou, mas ainda é questionado pela pouca experiência para atuar em um Brasileiro.
Por isso, o clube foi atrás do experiente Zé Carlos, 31, com passagens por diversos clubes. Porém, o goleiro não foi bem nas duas primeiras rodadas da Série B e após a confusão com o zagueiro Luizão em Pelotas, teve o seu contrato rescindido. Sua passagem pelo alviceleste durou pouco mais de um mês.
"O Alan oscilou no início e terminou bem com a final do Interior. O Cesar se mostrou seguro nas partidas que fez no Paranaense, inclusive nos jogos decisivos, com boas atuações. Não tenho dúvida que se necessitar de um dos dois tenho segurança neles", revelou Claudio Tencati.
Apesar da confiança que deposita nos dois jogadores formados no clube, Tencati reconhece a necessidade do LEC em buscar mais um goleiro para a sequência da temporada. "O clube não vai poder trabalhar com apenas dois goleiros e precisamos de um terceiro e já estamos trabalhando em busca de um outro nome".
O treinador descartou a possibilidade do alviceleste de acertar com o goleiro Vitor, que está treinando no clube desde o fim do Paranaense para manter a forma. Segundo Tencati, a opção religiosa do jogador, que é adventista, não lhe permite jogar às sextas e sábados e isso inviabiliza qualquer possibilidade dele integrar o elenco. (Lucio Flávio Cruz/Grupo Folha)
Altos salários impedem reforços
O Londrina quer ainda mais quatro reforços para a sequência do Brasileiro da Série B. Um goleiro, um zagueiro, um meia e um atacante. Porém, o clube sofre com a questão financeira para qualificar o elenco.
Dirceu, capitão da equipe no título paranaense de 2014, é o preferido da comissão técnica e o jogador já vem conversando com a diretoria há algumas semanas, mas o alto salário do atleta para a realidade alviceleste ainda impede a concretização do negócio. "Temos um namoro com ele desde o início do ano, porque mesmo antes desta situação do Luizão já tínhamos a necessidade de mais um zagueiro. Ele tem um contrato com o Figueirense e um valor de salário. Tentamos equacionar esta questão, inclusive com o Figueirense e não deu certo. Quem sabe no futuro", revelou o técnico Claudio Tencati. Após deixar o LEC em 2015, Dirceu foi para o Marítimo de Portugal e retornou ao Brasil nesta temporada. No meio do Campeonato Catarinense, o zagueiro foi afastado do elenco do Figueira e desde então tem treinado em separado em Florianópolis. Outro nome que interessa ao LEC é do meia Fillipe Soutto, que jogou a Série B em 2016 e tinha 90% dos salários bancados pelo Atlético Mineiro. Já sem contrato com o Galo, o jogador atuou no Paulistão pelo RB Brasil.
"Nós não queríamos que ele saísse, mas o valor de salário era muito maior no Paulista. No fim do estadual, procuramos ele novamente. Só que ele tem um teto salarial que o Londrina não consegue competir. Houve uma discussão com seus empresários, mas não encaixou. O LEC tem um perfil e não consegue fazer muito mais do que isso e como jogador não quis abrir mão, estamos neste impasse", afirmou o comandante alviceleste. (L.F.C.)
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