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Triste vida de cães e gatos de rua

21 jul 2014 às 08:33
A triste cena de um cachorro ou um gato atropelado se repete a qualquer hora em todas as regiões de qualquer cidade grande. No caso de Londrina, a angústia de quem presencia o sofrimento do bichinho é ainda mais dolorosa porque a Prefeitura não oferece serviço de atendimento de urgência para socorrer animais atropelados.
Na última semana, um cachorro de rua foi atropelado por um carro e teve as patas traseiras fraturadas, para desespero de quem passava no momento pela avenida Salgado Filho, no Jardim Califórnia, Zona Leste.
No momento, várias pessoas pararam para tentar diminuir o sofrimento do animal, entre elas a fonoaudióloga Daniele Ziober. "O que fazemos nesse momento? Pra quem ligar e pedir socorro?", questionou ela, tentando ajudar o cachorro que tremia de dor e susto.
De acordo com a psicóloga Edna Luz, que também esteve no local, o cachorro agonizou ferido por mais de uma hora, devido a falta de um atendimento de socorro. "Já ligamos para a Prefeitura, entidades de apoio, bombeiros. Eles disseram que não prestam atendimento a esse tipo de caso e reforçaram que a cidade não possui um órgão para socorrer animais machucados", lamentou. No fim das contas, uma moradora da região colocou o cão dentro do próprio veículo e foi procurar um veterinário por conta própria.
Não se pode esquecer, porém, que grande parte dos animais vítimas de atropelamentos foram abandonados covardemente nas ruas pelos próprios donos. A estimativa oficial é de que Londrina tem mais de 20 mil animais vivendo em situação de abandono nas ruas. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)

Castração de cães e gatos
A Prefeitura anunciou na última sexta que a Vigilância Sanitária tem um projeto para castração, vermifugação, vacinação e identificação eletrônica de cães (microchip) e gatos que pertencem a famílias cadastradas no Programa Bolsa Família. A ideia é usar clínicas particulares para castrar e "chipar" cerca de dois mil animais. O projeto está em análise na Procuradoria Geral do Município e, depois deve ser discutido na Câmara de Vereadores. Para fazer a castração gratuita, os donos dos animais terão que se cadastrar na Vigilância. (Redação NOSSODIA)

Um joga para o outro
O gerente da Secretaria Municipal do Ambiente, Luiz Campanha Filho, confirmou que não há um serviço de atendimento veterinário a animais atropelados ou agredidos. "Não existe por parte do Município uma equipe que preste socorro veterinário ou algo parecido a esses animais de pequeno porte", afirmou Filho. Segundo ele, apenas a Secretaria de Saúde, que também possui veterinários em seus quadros, poderia dar uma resposta mais detalhada sobre o assunto. Mas uma fiscal de saúde e zoonoses da Secretaria de Saúde reforçou que o Município não tem condições de recolher ou prestar atendimento de urgência a animais feridos, pois não possui sequer um Centro de Zoonoses. (P.M.)

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