O Aedes aegypti (mosquito da Dengue) não avisa o local e nem a hora que vai atacar. Age de surpresa e não dá chances para a vítima se defender. Enfim, evitar a picada é quase impossível. No entanto, impedir a reprodução do mosquito ainda é possível. O problema é que a água pode acumular nos lugares mais inóspitos. Em Cambé, por exemplo, o Aedes aegypti pode tranquilamente se desenvolver nos vagões de trem. Espaço que ainda pode servir de esconderijo para criminosos e brincadeiras perigosas.
Após a denúncia de um leitor, o NOSSODIA confirmou a situação no local. Os carros do transporte ferroviário ficam a poucos metros da antiga estação ferroviária do município, entre as ruas Belo Horizonte e Curitiba, na Vila Mesquita, região central de Cambé. Ao lado da linha férrea há pelo menos quatro vagões, que aparentam estar danificados. Alguns deles estão abertos e com água acumulando na superfície.
"A falta de conscientização da população é um dos obstáculos para a redução do mosquito da Dengue, mas a culpa nem sempre é da comunidade. Pelo menos neste caso, fica evidente a omissão da ALL (América Latina Logística) e dos órgãos públicos responsáveis pela fiscalização", diz o estudante Kleber Renato dos Santos.
Segundo ele, além da proliferação do mosquito, os vagões podem servir de abrigo para criminosos. "Bandidos podem se esconder facilmente neste lugar e surpreender a vítima quando ela passa pela calçada. O mato ainda cresce em volta deles, deixando tudo mais perigoso", alerta o leitor. Os vagões ficam a cerca de 10 metros das moradias da rua Curitiba.
Alguns deles estão abertos e com água acumulando na superfície
Motorista autônomo Ricardo Domingos, de 70 anos, diz que os vagões foram deixados no local há pelo menos um ano
Após a denúncia de um leitor, o NOSSODIA confirmou a situação no local. Os carros do transporte ferroviário ficam a poucos metros da antiga estação ferroviária do município, entre as ruas Belo Horizonte e Curitiba, na Vila Mesquita, região central de Cambé. Ao lado da linha férrea há pelo menos quatro vagões, que aparentam estar danificados. Alguns deles estão abertos e com água acumulando na superfície.
"A falta de conscientização da população é um dos obstáculos para a redução do mosquito da Dengue, mas a culpa nem sempre é da comunidade. Pelo menos neste caso, fica evidente a omissão da ALL (América Latina Logística) e dos órgãos públicos responsáveis pela fiscalização", diz o estudante Kleber Renato dos Santos.
Segundo ele, além da proliferação do mosquito, os vagões podem servir de abrigo para criminosos. "Bandidos podem se esconder facilmente neste lugar e surpreender a vítima quando ela passa pela calçada. O mato ainda cresce em volta deles, deixando tudo mais perigoso", alerta o leitor. Os vagões ficam a cerca de 10 metros das moradias da rua Curitiba.
Alguns deles estão abertos e com água acumulando na superfície
Aí não é lugar de criança
Morando na região há 55 anos, o motorista autônomo Ricardo Domingos, de 70 anos, diz que os vagões foram deixados no local há pelo menos um ano. "Me lembro que alguns desses vagões estavam carregados e acabaram tombando por aqui. A empresa responsável retirou toda a carga deles e os ‘estacionou’ aí. Isso aconteceu há mais de um ano, com certeza, mas até hoje não retiram eles daí", relata Domingos, que mora em frente. "Muitas crianças, depois que deixam a escola, acabam subindo, entrando e pulando de um vagão para outro. Algumas caem de vez em quando e se machucam. É um perigo danado para toda a comunidade", reforça o motorista. (P.M.)
Morando na região há 55 anos, o motorista autônomo Ricardo Domingos, de 70 anos, diz que os vagões foram deixados no local há pelo menos um ano. "Me lembro que alguns desses vagões estavam carregados e acabaram tombando por aqui. A empresa responsável retirou toda a carga deles e os ‘estacionou’ aí. Isso aconteceu há mais de um ano, com certeza, mas até hoje não retiram eles daí", relata Domingos, que mora em frente. "Muitas crianças, depois que deixam a escola, acabam subindo, entrando e pulando de um vagão para outro. Algumas caem de vez em quando e se machucam. É um perigo danado para toda a comunidade", reforça o motorista. (P.M.)
Motorista autônomo Ricardo Domingos, de 70 anos, diz que os vagões foram deixados no local há pelo menos um ano
Vigilância Sanitária
O caso foi encaminhado ao chefe da Vigilância Sanitária de Cambé, Maurício Gomes Rocha Neto. Ele explicou que no passado já havia notificado a mesma empresa sobre o risco de água parada nos vagões da companhia e, que na ocasião, os veículos de carga foram retirados do local. No entanto, de acordo com Rocha Neto, o município ainda não tinha sido comunicado sobre o problema atual. Ele afirmou que iria averiguar a situação no região e, caso se confirme o acumulo de água sobre os vagões, iria novamente notificar a empresa proprietária.
Desde a última segunda-feira, o NOSSODIA tentou entrar em contato com a assessoria de comunicação da Rumo/América Latina Logística (nova companhia, resultante da fusão entre Rumo e ALL), empresa responsável pela logística de base ferroviária e pela manutenção da linha férrea. Porém não conseguiu uma resposta sobre o caso até o fechamento desta edição. (P.M.)
O caso foi encaminhado ao chefe da Vigilância Sanitária de Cambé, Maurício Gomes Rocha Neto. Ele explicou que no passado já havia notificado a mesma empresa sobre o risco de água parada nos vagões da companhia e, que na ocasião, os veículos de carga foram retirados do local. No entanto, de acordo com Rocha Neto, o município ainda não tinha sido comunicado sobre o problema atual. Ele afirmou que iria averiguar a situação no região e, caso se confirme o acumulo de água sobre os vagões, iria novamente notificar a empresa proprietária.
Desde a última segunda-feira, o NOSSODIA tentou entrar em contato com a assessoria de comunicação da Rumo/América Latina Logística (nova companhia, resultante da fusão entre Rumo e ALL), empresa responsável pela logística de base ferroviária e pela manutenção da linha férrea. Porém não conseguiu uma resposta sobre o caso até o fechamento desta edição. (P.M.)