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Tratamento - Fisioterapia como reabilitação para o Parkinson

06 mai 2018 às 19:02

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Marcos Zanutto
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Doença degenerativa e que não tem suas causas conhecidas, o Parkinson acomete cerca de 200 mil pessoas no Brasil, estima a OMS (Organização Mundial de Saúde). Seu tratamento é baseado, na maioria das vezes, no uso de medicamentos, que não curam, mas ajudam no controle dos sintomas. Em Londrina, um projeto de pesquisa da UEL (Universidade Estadual de Londrina), com caráter extensionista, aposta no tratamento de pacientes com a doença por meio de métodos fisioterápicos.
O Parkinson possui vários sinais e sintomas, principalmente motores, como o tremor de repouso, movimentos lentos, instabilidade na postura, deficit de equilíbrio, rigidez dos músculos e dificuldade para caminhar. "Antes se achava que era uma doença essencialmente motora. Porém, hoje sabemos que o paciente tem muitos outros sintomas, como deficit de cognição, de memória, problemas na capacidade de planejamento do movimento e ações. Eles costumam ter muita depressão e alterações do sono", explica a coordenadora do projeto, Suhaila Smaili Santos, que é doutora em fisiopatologia em clínica médica pela Unesp (Universidade Estadual Paulista).
Segundo a profissional, a ciência também demonstrou que a reposição do neurotransmissor, perdido em função da morte das células dopaminérgicas do mesencéfalo, não resolve todos os problemas dos pacientes com medicamentos. Com isso, outras vias estão envolvidas na patologia da doença. "As evidências científicas estão mostrando que o um dos principais fatores que protege as células neuronais é o exercício, desde que aplicado de forma correta", destaca.
Entre as possibilidades terapêuticas desenvolvidas no projeto estão desfechos motores, treinamentos cognitivos, neuromodulação e realidade aumentada, em que a integração com o jogo faz com que o paciente faça os movimentos de forma automática. A iniciativa funciona desde 2010 e acontece duas vezes por semana no salão de uma igreja no jardim Petrópolis, zona sul da cidade. São duas turmas, que juntas reúnem entre 50 e 60 idosos de Londrina e região. Os encaminhamentos são feitos pelo ambulatório de transtornos do movimento da UEL e por neurologistas. (Pedro Marconi/Grupo Folha)

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Mais informações sobre o projeto da UEL pelo telefone (43) 3342-9008

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