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Transporte coletivo em discussão - Por um 'busão' melhor para a população

04 abr 2018 às 20:44

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Gina Mardones
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Na quarta-feira (4) pela manhã, uma comissão de vereadores de Londrina esteve no terminal central de transporte coletivo, avaliando as condições de infraestrutura e ouvindo a população sobre o serviço. Basta ficar alguns minutos no local para constatar que não faltam reclamações.
Juliana Souza dos Reis, moradora da zona sul, passa pelo terminal central três vezes ao dia para levar o filho João Victor, 5, ao Ilece (Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais). Ele é cadeirante e precisa utilizar a plataforma elevatória dos ônibus. "Mas pelo menos uma vez na semana esse elevador não funciona e o motorista tem que descer e ajudar. Ele mesmo acaba carregando a cadeira. Para mim, isso é uma falta de respeito", desabafou.
O aposentado José Silva questiona a falta de cobradores nos carros. "O motorista tem que cobrar, dar o troco e isso acaba gerando um atraso. Como eles têm que cumprir horários, muitas vezes acabam acelerando no trajeto para dar conta. Não está certo", disse.
Já a estudante Jenny Torres foi até o balcão de informações do terminal para reclamar da demora na linha 302 (Jd. Hedy), a qual utiliza todos os dias. "Antes eu esperava cerca de 15 minutos, mas agora está demorando quase uma hora. A gente paga uma tarifa cara para ter um mau serviço", comentou.
A 302 compõe o "Integra Fácil", modalidade implantada em dez linhas, em que o passageiro pode se deslocar entre diferentes regiões da cidade sem precisar descer do veículo, com a opção de desembarque e integração no Terminal Central. Para isso, os ônibus utilizados em duas linhas distintas farão o mesmo trajeto de forma intermitente, sempre em direções opostas.
O sistema foi implantado há cerca de três semanas e a FOLHA vem acompanhando as reclamações dos passageiros. No primeiro dia de funcionamento do "Integra Fácil" houve atraso e confusão pela falta de informação.
No terminal central, os vereadores Gerson Araújo (PSDB), Tio Douglas (PTB), Valdir dos Metalúrgicos (SD) e José Roque Neto (PR) constataram problemas de acessibilidade, manutenção e principalmente, reclamações sobre atrasos nas linhas dos ônibus. (Micaela Orikasa/Grupo Folha)


CMTU
O gerente de Transportes da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), Wilson de Jesus, sustenta que os atrasos não estão sendo registrados nas linhas do "Integra Fácil". "Não é um atraso generalizado. Há falhas sim, mas em linhas de grande demanda de passageiros como 903 (Centro), 213 (Shopping Catuaí) e 803 (Vivi Xavier/Shopping Catuaí) e o objetivo da CMTU é restabelecer a normalidade."
Ele explica que ocorre por alguns fatores que nem sempre são de responsabilidade da CMTU e que vão tendo consequências, como a superlotação. "A intervenção a ser feita nesses casos tanto de atraso quanto de superlotação é colocar um veículo reserva e isso não é feito porque se alega uma situação de manutenção ou mesmo de tempo no trânsito. A CMTU é gestora dos serviços e não deve aguardar por uma solução. Por isso, estamos aplicando penalidades", completou, informando que em março foram aplicadas duas multas em todo o sistema.
Em relação aos cobradores, Jesus salienta que a CMTU monitora as linhas com maior demanda de passageiros pagantes. "Se for constatada uma necessidade, vamos determinar o retorno desse profissional", afirma, completando que a falta de informações relatadas pelos usuários será solucionada com a ampliação de informativos nos terminais e pontos de ônibus. (M.O.)

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RELATÓRIO
Em sessão ordinária do Legislativo, na terça-feira (3), Jesus assumiu o compromisso de enviar no prazo máximo de 10 dias um relatório com as medidas adotadas pelo órgão para resolver os problemas relacionados ao serviço.
São ofertadas 139 linhas de ônibus e cerca de 400 carros, que são utilizados diariamente por 75 mil passageiros. O serviço é prestado por duas empresas cujos contratos com o município vencerão em janeiro de 2019 e podem ser renovados por mais 15 anos, desde que haja concordância das partes e anuência da Câmara de Vereadores. A tarifa atual é de R$3,95.
Segundo a assessoria da empresa TCGL, que opera a maioria das linhas do transporte coletivo, o deslocamento de ônibus sem cobradores a partir das 19h de segunda a sábado e, aos domingos (o dia todo) está previsto em acordo coletivo com os trabalhadores do transporte desde 2006, sendo que a partir de 2018 o acordo coletivo ficou mais abrangente com relação ao trânsito de veículos sem cobradores.
Sobre os elevadores, a empresa afirma que grande parte das ocorrências é pontual na operação diária da empresa. "A cada 100 dias todos os equipamentos passam por revisão preventiva. Além disso, a cada 10 mil quilômetros, inspecionamos as condições globais dos elevadores", informa a assessoria.

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Serviço
Dúvidas e reclamações podem ser feitas à CMTU pelo fone 3379-7900 ou www.cmtuld.com.br.


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