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Trânsito - Travessia ficará mais segura para pacientes

07 mar 2018 às 20:01

Algumas vias de Londrina onde se situam estabelecimentos públicos de saúde estão no cronograma da Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação para implantação de faixas elevadas para travessia de pedestres. O serviço estava previsto para ter início nesta semana, na rua Benedito José Theodoro, em frente à UBS (Unidade Básica de Saúde) Itapoã, na zona sul. "É uma demanda antiga porque é um via com problemas de excesso de velocidade", comenta o secretário de Obras, João Verçosa. Em seguida, a avenida Robert Koch, na zona leste, deverá receber sua terceira travessia elevada, nas proximidades do HU (Hospital Universitário).
O diretor de Trânsito da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), Hemerson Oliveira Pacheco, ressalta que há uma atenção maior aos locais com muitas aglomerações de veículos e pedestres, como ocorre em vias de atendimento em saúde. "Na Robert Koch, por exemplo, a faixa elevada vai atender, além dos pacientes, o comércio que cresce na região. E essa alternativa é mais viável e menos onerosa que a colocação de radares", aponta.
O cronograma inclui ainda outras duas faixas elevadas na zona sul: na rua General Horta Barbosa, no Jardim Petrópolis, e na rua Lucilla Ballalai, onde fica o Hospital do Câncer e, por isso, possui um movimento intenso de pacientes.
"Além da faixa elevada, vamos revitalizar a sinalização de toda a via nos próximos meses, contemplando o aumento de vagas para ambulâncias no embarque e desembarque de pacientes, além de liberar o estacionamento para os veículos, pois hoje ainda é proibido parar em qualquer lado da pista da rua Lucilla Ballalai", diz.
As obras atendem os projetos encaminhados pelo Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina), considerando os padrões e critérios estabelecidos em 2014 por uma resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito). "Para atender toda a demanda da secretaria, seguimos um cronograma a cada cinco projetos. À medida que terminamos uma etapa, vamos incluindo as próximas", explicou o secretário.
Enquanto o Ippul define e desenha os projetos dessas travessias, a secretaria de Obras executa e a CMTU fica responsável pela sinalização viária. No entanto, o órgão é frequentemente procurado pela população. De acordo com o diretor de Trânsito, de cada dez solicitações de sinalização, oito têm como pleito a colocação de faixa elevada. (Micaela Orikasa/Grupo Folha)

VIABILIDADE
A diretora de Trânsito e Sistema Viário do Ippul, Denise Ziober, informa que diversas solicitações estão sob análise e estudo de viabilidade. "Assim que verificada a possibilidade de instalação da travessia, é elaborado um projeto com a localização e com a sinalização vertical e horizontal", explica.
Ela ressalta que a previsão dessas obras depende da demanda da Obras e da CMTU. Porém, adianta que com a implantação do projeto Superbus já estão previstas mais travessias elevadas em alguns dos terminais urbanos da cidade.
Segundo Ziober, a população pode solicitar estudos sobre a viabilidade técnica para a implantação do dispositivo através da Câmara de Vereadores, da ouvidoria do município disponível no site oficial ou no próprio Ippul. "Seja qual for a forma utilizada para a solicitação, os técnicos do Ippul analisarão caso a caso", reforça.
Quanto aos critérios utilizados para instalação das faixas elevadas, Ziober comenta que são estabelecidos pelo Código de Trânsito Brasileiro e descreve as situações nas quais a travessia não pode ser implantada, como rampa com declividade superior a 6%; curva ou interferência que impossibilite a boa visibilidade do dispositivo ou de sua sinalização; pista não pavimentada ou inexistência de calçadas, e ausência de iluminação pública ou específica. (M.O.)


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