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Tragédia de segunda - ‘Foram os distúrbios psicológicos’

05 abr 2017 às 22:22

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Anderson Coelho
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O guarda municipal Ricardo Leandro Felippe, suspeito de matar em Londrina a sócia da ex-namorada e o filho de outra ex-companheira amorosa, um adolescente de 16 anos e uma mulher de 34, no início da semana, foi apresentado na quarta na 10ª Subdivisão Policial. Ele foi detido em Maracaí (SP), a arma do crime, uma pistola de uso funcional da Guarda Municipal, foi apreendida. Na delegacia, Felippe ficou de costas para os jornalistas, em silêncio. O advogado dele, Luca Carrer, disse que "já sabia que o agente sofria de alguns distúrbios psicológicos". A defesa reiterou que Ricardo "sempre foi um ótimo profissional, nunca teve divergência, pode pegar o histórico dele na Guarda Municipal". Carrer preferiu não adiantar a motivação dos dois homicídios que Ricardo teria cometido, mas disse que "vai estudar o inquérito a partir de agora". Ele reforçou que o cliente "tomava remédios e tinha um quadro depressivo". Por enquanto, a defesa informou que vai solicitar cela especial para o guarda. Um pedido de liberdade será "estudado daqui pra frente. Ele está bem arrependido e vai prestar os esclarecimentos no momento certo", comentou. (Rafael Machado e Simoni Saris/Grupo Folha)


INVESTIGAÇÃO
O delegado chefe da 10ª SDP, Osmir Ferreira Neves, descreveu os passos da investigação até a prisão de Ricardo. "Os policiais identificaram o modelo do último carro usado por ele e conseguiram informações de que estava hospedado em um hotel de Maracaí. Chegando lá, tiveram sucesso em localizar o acusado", disse. A Polícia Civil deve convocar os proprietários dos três carros que Ricardo teria roubado para fazer o reconhecimento. Ele ainda será interrogado por cada um dos crimes que teria praticado. Conforme Neves, o guarda deve responder por dois homicídios, quatro tentativas de homicídios e três roubos. Durante depoimento, ele confessou que "fazia uso de remédios". O delegado afirmou, no entanto, que vai aguardar o interrogatório formal. (R.M. e S.S.)

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O CASO
Conforme as investigações, ele entrou na empresa da ex-namorada, mas ela não estava. Então, atirou e matou a sócia dela. Em seguida, teria roubado o carro da vítima e abandonou o veículo no Jardim Shangri-lá, levando outro automóvel, onde depois seguiu para o Jardim Leonor, na zona oeste de Londrina. Lá, atirou contra o pai - que continua internado em estado grave no Hospital tEvangélico -, mãe, avô e os dois filhos de outra
ex-namorada, que não foi atingida. Um dos adolescentes morreu na hora. As outras três vítimas foram liberadas depois de serem encaminhadas a outros hospitais por socorristas do Siate. (R.M. e S.S.)


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