O Londrina Country Club sedia até sábado (7) o 32º Londrina Juniors Cup, um dos mais importantes torneios de tênis juvenil do Brasil e que faz parte do circuito mundial. A edição deste ano conta com mais de 300 tenistas de oito a 18 anos de oito países. O torneio londrinense está entre os sete que são disputados no País e que integram o calendário da ITF (Federação Internacional de Tênis).
O Londrina Juniors Cup é um torneio G4 e soma pontos para os rankings da CBT (Confederação Brasileira de Tênis), Cosat (Confederação Sul-Americana de Tênis) e ITF. Por isso, tem a presença dos principais nomes do tênis brasileiro e de atletas dos Estados Unidos, Argentina, Chile, Peru, Bolívia, Colômbia e Índia. A competição conta com dezenas de tenistas paranaenses e 21 que jogam pelo Country Club.
"Já joguei aqui outras vezes e o clima é bom. O torneio distribui pontos importantes e espero jogar bem e o suficiente para vencer", frisou o cabeça de chave número 1 e 98º colocado no ranking da ITF, Natan Rodrigues. Apesar de ter 16 anos, o baiano, que treina em São José do Rio Preto (SP), joga na categoria 18 anos e sabe da importância de vencer o torneio londrinense.
"Depois vou disputar um torneio na Colômbia, que é G3, e dependendo dos meus resultados nos dois torneios, vou tentar entrar no US Open (Aberto dos Estados Unidos). Para isso, preciso estar abaixo da posição 85 no ranking."
O paulista Diego Padilha, 18 anos, cabeça de chave 2 e 186 do ranking da ITF, venceu o torneio de duplas no ano passado em Londrina e agora espera um resultado melhor no individual. "Acabei vacilando em um jogo das oitavas no ano passado. Agora estou melhor ranqueado e mais experiente também. Espero ir mais longe."
Padilha, após o torneio de Londrina, vai seguir o caminho de muitos jovens tenistas brasileiros. Vai estudar economia e jogar tênis na Georgia State University, de Atlanta, nos Estados Unidos. "A diferença é que lá você tem a oportunidade de jogar bem mais torneios que aqui. Você consegue fazer muitos jogos duros e competitivos, tanto de futures como de profissionais também", ressaltou.