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Toque terapêutico - Uma mãozinha para a sua saúde

01 abr 2018 às 19:56


Houve um tempo em que a doença era o único foco dos profissionais de saúde. Hoje, isso é bem diferente. A visão global do paciente tem sido cada vez mais uma abordagem espontânea nos atendimentos, inclusive na fisioterapia. Com isso, o estudo e disseminação de técnicas baseadas na terapia manual, como a microfisioterapia e a osteopatia, estão ganhando espaço no tratamento e prevenção de doenças.
Ambas são fundamentadas em evidências e respostas corpóreas do paciente para tratar a verdadeira causa dos sintomas. Para isso, os profissionais com formação em fisioterapia estimulam partes do corpo através da palpação e esses mecanismos levam à organização própria do organismo em busca da cura.
Apesar dos objetivos e técnicas semelhantes, as especialidades têm algumas bases distintas. A microfisioterapia é fundamentada na embriologia, filogenia (estudo da relação evolutiva entre grupos de organismos), ontogenia (estudo do desenvolvimento do indivíduo da concepção até a maturidade) e física quântica.
"Toda origem celular e tecidual carrega memórias e ao fazer uma micropalpação nos tecidos do corpo conseguimos acessar essas informações. É como se o cérebro fosse nosso computador e a pele o teclado, pois a derme e epiderme são tecidos que foram evoluídos e desenvolvidos ao mesmo tempo do cérebro", explica o fisioterapeuta Luciano Hirata.
Ele buscou conhecimento em medicina na China, Japão, Coreia do Sul e França, mas a partir de 2009 começou a se aprofundar na microfisioterapia pelo Instituto Salgado de Saúde Integral, em Londrina. Para gerar a correção de patologias, há linhas de investigação a seguir, mas Hirata diz que basicamente, a resposta do corpo ocorre porque o tecido estimulado traz à tona essa memória e o corpo automaticamente passa a liberar serotonina e substâncias endógenas que despertam respostas orgânicas e fisiológicas.
"Ao palpar o corpo, descobrimos regiões que têm bloqueio, ou seja, uma rigidez do tecido. Não há nada de místico. O corpo nunca mente. Uma dor ou doença pode se manifestar na hora ou anos depois e, por isso, muitas pessoas não entendem por que estão tendo tais sintomas", comenta.
Hirata tem recebido muitos pacientes para tratamento de fibromialgia, hérnia de disco, reumatismo, L.E.R (lesão por esforço repetitivo), alergias, depressão, síndrome do pânico e obesidade. "Mais de 50% dos pacientes vêm após ter passado por diversos tratamentos sem resultado", afirma. As consultas são particulares e duram cerca de uma hora. O intervalo entre cada sessão varia de 30 a 40 dias.
A comissária de voo Josiane Chaves conheceu a microfisioterapia quando procurava uma terapia alternativa para o filho que estava com depressão há dois anos. "Ele tinha ido a um especialista e saiu com uma receita médica, mas os remédios causaram muitos efeitos colaterais e buscamos outra forma de tratamento. A primeira consulta foi bem longa, mas já teve resultados. Meu filho voltou para casa com uma expressão diferente, mais disposto e comunicativo", lembra.
Segundo Chaves, a terapia ajudou o filho a olhar para algumas situações e buscar respostas. "Eu não sabia que a técnica ia tão longe", acrescenta. O fisioterapeuta lembra que os profissionais de psicologia são um "braço direito" em muitos tratamentos da microfisioterapia, pois uma terapia complementa a outra.

ESTÍMULO
Para tratar uma hérnia de disco, o empresário Mário Rodrigo Sanches Heitor buscou a osteopatia. Essa especialidade da fisioterapia tem como princípio a autocura, isto é, o profissional trabalha nas estruturas para que o próprio corpo se organize e entre em um processo de cura. Para isso, segue os preceitos da biomecânica, anatomia e fisiologia. "A dor era tamanha que meus movimentos ficaram limitados, causando até uma alteração postural", lembra ele. "A melhora postural foi rápida e em seguida fui deixando os remédios para dor. Hoje, depois de seis meses de tratamento, não tenho mais dor e estou até liberado para fazer atividade física", comemora.
Para tratar a hérnia de disco de Heitor, o fisioterapeuta Vinícius Rosin aplicou as técnicas estruturais da osteopatia. "Estimulamos todo o sistema musculoesquelético e linfático através da apalpação dos pontos de referência. Com isso, consigo detectar a disfunção e desbloquear a estrutura para que ela tenha eficácia em sua funcionalidade", explica Rosin.
A técnica tem diferentes aplicações. Rosin comenta que cada uma vai atender uma demanda específica. A craniana atua nos tecidos que recobrem o crânio e tem indicação para enxaqueca, cervicalgia, labirintite, distúrbio da ATM (articulação temporomandibular), entre outros. Para refluxo gastroesofágico, por exemplo, é possível agir na reprogramação dos movimentos viscerais por meio da manipulação dos tecidos que estão restritos em volta do estômago, causando a disfunção.
O fisioterapeuta revela ainda que na osteopatia a busca pela melhora acontece já na primeira sessão. "Além disso, as pessoas não precisam apresentar um sintoma para buscar o tratamento osteopático, pois também é possível agir de forma preventiva", ressalta. Apesar de a técnica atender todas as idades, existe a contraindicação nos casos de tumores ósseos, distúrbios vasculares não diagnosticados e osteoporose em grau severo. (M.O.)


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