Notícias

Todo cuidado é pouco - Ato público contra exploração sexual de menores

16 mai 2016 às 08:33

No início do ano passado, os londrinenses ficaram estarrecidos quando a mídia começou a divulgar notícias de uma rede de exploração sexual de menores descoberta pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Na lista dos exploradores, figuravam pessoas influentes na cidade, entre eles, servidores públicos, políticos, empresários e advogados que, segundo o Ministério Público, usavam aliciadoras para contratar meninas entre 11 e 17 anos de idade para programas sexuais.
Não é o único caso. Em maio de 2013, o advogado e ex-presidente do PV em Londrina, Marcos Colli, foi preso acusado de molestar e filmar diversas crianças de um bairro da periferia da cidade.
Situações como essas chocam pela notoriedade, mas outros casos de abuso e exploração sexual de menores acontecem diariamente na cidade e sequer são notificados. Para chamar a atenção da sociedade para o problema, entidades de atendimento a crianças e adolescentes de Londrina realizaram na manhã de sábado um ato público. Cerca de 500 manifestantes reuniram-se no Calçadão e seguiram em passeata até a Concha Acústica. A ação marcou o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, instituído em 18 de maio de 2000 pela Lei Federal 9.970.
"A exploração sexual não tem classe social e não está só na periferia. Os pais precisam estar atentos aos seus filhos, percebendo como está o emocional dessas crianças para que isso não aconteça", disse a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Magali Batista de Almeida.
O coordenador-geral da Associação Guarda Mirim de Londrina, Cláudio Melo, confirma a frequência com que ocorrem os casos de abuso e exploração sexual de menores. "A gente trabalha com crianças e adolescentes e, infelizmente, tem acontecido com frequência. Muitos casos acontecem dentro de casa", disse. A instituição atende 700 crianças e adolescentes da cidade, além dos distritos de Lerroville e Guaravera. (Simoni Saris/Grupo Folha)

DENÚNCIA
Quem suspeitar ou tiver conhecimento de casos de violência ou exploração sexual praticada contra crianças ou adolescentes pode formalizar a denúncia junto ao Conselho Tutelar, pelo telefone 125, ou no Disque Direitos Humanos, pelo número 100.


Continue lendo