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TINHA ATÉ CABELO - Esqueleto sem cabeça intriga Ibiporã

18 jun 2015 às 09:07


Aparentando ser de um homem, uma ossada foi encontrada às margens do Ribeirão Jacutinga, nas proximidades da rodovia PR-090, em Ibiporã, na última semana. No entanto, para espanto de todos, o crânio não estava junto ao esqueleto, que foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Londrina (IML), mas até o momento não se sabe de quem se trata e nem mesmo o que pode ter causado a morte.
De acordo com investigadores da Delegacia de Ibiporã, funcionários de um frigorífico suíno próximo ao lugar teriam encontrado os ossos e chamaram a Polícia Civil. "Segundo os peritos que estiveram no local, o material recolhido aponta que se trata de uma ossada masculina. Além disso, haviam vestes envolvendo os ossos: uma calça jeans e uma camisa escura. Roupas normalmente usadas por jovens, por isso a hipótese é que ele tenha entre 16 e 20 anos de idade", contou o investigador Leonardo Schauff, que apura o caso.
Segundo o delegado de Ibiporã, Roberto Fernandes de Lima, ainda não há queixas e nem registros de pessoas desaparecidas nos últimos meses em Ibiporã. "O corpo pode ter sido trazido de outro local pelo próprio rio e quando a maré encheu pode ter ficado preso na margem. Aparentemente, o que seria o pé estava enroscado em uma raiz. Apenas uma das mãos e uma perna estava conservada e pode facilitar o reconhecimento por parte da impressão digital", contou Lima. "Havia fios de cabelos próximo ao corpo, que também foram encaminhados para a análise", acrescentou.

Comunidade ‘ficou de cara’
O caso pegou os moradores de Ibiporã de surpresa. Morador do Conjunto ngelo Maggi, bairro mais próximo do local onde a ossada foi encontrada, o aposentado João Anorato ficou de "cabelo em pé" após ouvir a história. "Rapaz, que coisa estranha. Nunca vi nada igual aqui por perto", disse ele. "É difícil saber de quem se trata. Talvez de alguém que foi pescar ou usar droga lá e acabou caindo no rio. Por aqui não fiquei sabendo de nenhum desaparecido", afirmou Anorato.
Wesley Ramos já trabalhou próximo ao local onde o corpo foi encontrado e contou que o espaço durante a noite é mal iluminado e há poucas pessoas passando na região. "Aqui passam muitos veículos por causa da rodovia, mas, quando chegávamos para trabalhar, de madrugada, dava pra perceber que o lugar era escuro e pouco movimentado", relembra Ramos. (P.M.)


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