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Testemunho de fé e cura - Em sintonia com a vida

Walkiria Vieira
NOSSODIA
19 out 2015 às 09:42

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Maria Isabel Spinosa, 44 anos, é mãe de duas meninas, noiva e ama a vida. Essas informações dão poucas pistas da radialista e locutora que desde os 13 anos dedica a maior parte de seu tempo ao rádio. O bordão "Riquezinha de my life" entrega tudo. Sim, estamos nos referindo a Bel Spinosa, profissional da comunicação que em entrevista exclusiva ao NOSSODIA conta como superou o câncer na garganta e no mediastino e sobre a importância da prevenção e dos cuidados com a saúde.
Após 30 anos fumando, Bel Spinosa estava decidida a dar fim ao vício. Só que bem no meio do percurso veio a notícia de que um câncer exigiria mais dela. "Foi um susto e os médicos foram claros de que era um caso muito complicado, no grau em que foi descoberto era preocupante e para uma pessoa que trabalha com a voz, saber que está com um câncer na garganta, é forte. Isso chocou. Nunca fui enganada, mas também ouvi dos próprios médicos que Deus estava com a gente".
Com apoio da família e os recursos da medicina, Bel enfrentou o tratamento com quimioterapia, radioterapia e reforçou sua fé em Deus. "Todo o processo é psicologicamente doloroso. Como ser humano somos muito frágeis, engordei 20 quilos, perdi os cabelos e tinha receio de chocar as pessoas. Não parei de trabalhar, mudei a rotina e nessa hora a gente se dá conta de que não tem ideia de quantas pessoas conhecem e amam a gente", conta.
Ainda que preparada para vencer a doença, um dia antes da cirurgia veio o sobressalto: "Descobrimos que estava com trombose, mas um dia meu pai me ensinou que existe um Deus que cuida da vida, que é poderoso. Mas até então eu não havia tido um contato tão profundo com ele. Descobri que tudo tem um propósito e que devemos entender para quê aquilo está acontecendo e não questionar o por quê."

De novo, PET SCAN
Mas uma vez, Bel se colocava diante do equipamento capaz de mapear seu corpo e apontar a presença de tumor. "Refazer o exame é uma pressão e em minha vida inteira nunca fiquei tão feliz ao saber que nenhuma luzinha se acendeu. Posso afirmar que houve momentos horríveis, mas também de superação, de muita fé e se eu não acreditasse no Deus do impossível, Deus do Milagre, não estaria aqui."(WV)


Cicatrizes: marcas da vitória
Da descoberta do problema, pouco mais de um ano passou. Ficaram cicatrizes e a Bel que solta a voz no microfone se sente renovada. "Sou um milagre vivo. Deus fez um milagre em minha vida e de pensar que cheguei a ter vergonha de sair careca... Até que um dia, estava na praia e perdi perdão para Deus porque embora estivesse careca, estava viva e o ficar acima ou abaixo do peso, são só fases do tratamento." Bel relata que passou por diferentes sentimentos diante da doença. "Quando a ficha caiu, tive uma ira gigantesca, e quando a poeira assentou, minha maior preocupação era se eu havia tido suficiente com minhas filhas e aos poucos fui percebendo que em nossa convivência consegui passar para elas minha fé e se eu partisse, ficariam tristes, sofreriam com a ausência, mas o conforto viria ao entender que fizemos tudo o que foi possível e que eu estaria em um lugar muito melhor."(WV)


Sobre todos os tipos de câncer
Atualmente, Bel divide a rotina entre o trabalho, a família e projetos como o de gravar um novo CD, desta vez Gospel. Incluiu também palestras para as quais é convidada a dar o seu testemunho. Fala sobre a descoberta do câncer, do enfrentamento, da dor e de superação. "Eu não tive câncer de mama, mas considero o Outubro Rosa uma mega chance de falar sobre a doença. Admiro o fundador do movimento e é importante falar que Deus pode proporcionar a você um ano todo colorido. Por isso a importância de cuidar da saúde, fazer exames, pois existe um propósito para cada um de nós. Não temos por que nos apegar à dor e no meu caso entendi isso. Entendi que não podia deixar aquilo invadir a minha vida como um todo e que eu ia sair daquela. Quando me recuperei, dei glória a Deus e entendi que minha luz tinha que ser diferente. Essa é uma chance de mostrar que é possível se dar bem no final. Tive mais uma chance de agradecer a Deus tudo o que recebi. Das pessoas que trabalham na roça a grandes empresários, todos meus ouvintes, e espero que meu testemunho ajude as pessoas a reencontrarem a esperança." (WV)

A decisão sobre o cabelo
Um encontro de amigos e familiares marcou o dia em que Bel decidiu cortar as longas madeixas. "Cada um cortou uma mechinha, guardamos e embora tivesse o intuito de doar os cabelos, mudei minha decisão porque compreendi e quero que as pessoas entendam que elas são importantes com cabelo ou sem cabelo, que isso também faz parte do tratamento. (WV)


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