Prestes a completar 29 anos de atendimento, o Terminal Rodoviário de Londrina exibe as marcas do tempo. Por causa das infiltrações, as goteiras caem por lá há mais de duas décadas. Os viajantes reclamam também da falta de iluminação e da pouca acessibilidade. Os problemas devem acompanhar os usuários e profissionais ainda por muitos embarques e desembarques, uma vez que a administração do espaço não possui recurso suficiente para tantos reparos.
O barbeiro Maurício de Oliveira passou recentemente por uma cirurgia no joelho direito. Durante a recuperação, usa uma moleta como apoio. Ele encontrou dificuldades para superar os mais de 20 degraus da escadaria que dá acesso ao terminal. Localizada ao lado do estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), ela não possui sequer uma rampa, muito menos elevador e escada rolante.
Para dificultar, as luzes ficam apagadas durante o dia. Não há sinais nos degraus alertando os pedestres. "Dificulta muito pra gente. É perigoso até mesmo para uma pessoa que não depende de moletas. Só há rampas e escada rolante na outra entrada da rodoviária (ao lado da avenida Dez de Dezembro)", observou Oliveira.
Durante a tarde de quinta-feira, somente as luzes dos comércios, guichês, banheiros e áreas administrativas estavam acesas. O espaço utilizado para aguardar o embarque permanecia com as lâmpadas apagadas. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)
PINGOS PARA TODO LADO
Infiltrações e goteiras estão por toda a parte. As poças tomavam conta do piso nos setores de acesso. Ao descer dos táxis, o passageiro era surpreendido pelos pingos que caiam do teto. "Há goteiras dentro e fora da rodoviária. O pessoal da limpeza está sempre secando, mas a água não para de cair. O piso fica escorregadio e também é perigoso para crianças e idosos", comentou a aposentada Alaíra Goulart, de Jataizinho (região metropolitana de Londrina).
No interior do terminal, faltavam copos nos bebedouros. Apesar das placas sinalizarem os locais, alguns pontos não tinham extintores. Um vendedor de passagens, que pediu para não se identificar, também apontou divisórias no banheiro que não tinham tampas sobre as privadas. (P.M.)