O ano de 2016 será um marco de recomeço na carreira do tenista Marcelo Tebet Filho. Depois de mais de dois anos se recuperando de uma séria lesão nos joelhos, o londrinense, de 19 anos, volta às quadras a partir de janeiro, quando embarca para torneios nos Estados Unidos e Europa.
O drama de Tebet começou em outubro de 2013. Após um ano exaustivo – foram 38 semanas de competições e 32 viagens para países diferentes –, uma contusão por estresse atingiu os dois joelhos do tenista. "Disputei o US Open, dois futures e o Internacional de Londrina para fechar a temporada. Imaginávamos que, com descanso e fisioterapia, eu poderia voltar a jogar em quatro meses", contou o jogador, que atua pelo Instituto Tênis de São Paulo.
A contusão já havia se agravado e, mesmo com mais cinco meses de fisioterapia intensiva e diversos tratamentos alternativos, não houve melhora. Tebet passou por uma cirurgia em 1º de outubro do ano passado, com previsão de retorno em seis meses. "Tive fibrose nas cicatrizes, o que adiou ainda mais a volta", revelou. Somente em agosto deste ano, o tenista começou o processo de retorno e a partir de setembro reiniciou os treinamentos. "Ainda sinto um pouco de dor, o que é normal para quem ficou tanto tempo parado. Mas, estou liberado para qualquer tipo de trabalho e consigo realizar todos os movimentos".
Na última semana, Tebet treinou nas quadras do Londrina Country Club, onde deu as suas primeiras raquetadas. O tenista voltou para São Paulo e no dia 19 embarca para os Estados Unidos. "Vou disputar quatro torneios na Flórida, que possuem uma boa premiação. Após isso, vou fazer uma avaliação de como suportei as competições. Se tudo correr bem, no final de abril parto para a Europa, onde há muitos torneios que serão importantes para eu conseguir ritmo de jogo", frisou.
Marcelo Tebet lembrou que a contusão o tirou das quadras no seu melhor momento da carreira – era top 100 do mundo na categoria até 18 anos, estava disputando grandes torneios, além de ocupar um bom ranking na ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) – e ressaltou o apoio da sua equipe durante o período em que ficou afastado. "Levantava todos os dias focado que voltaria a jogar e que não era a lesão que iria me fazer parar", ressaltou. "Certamente é um recomeço, mas também uma continuação de tudo que consegui até aqui. Agora com mais experiência e uma cabeça diferente. O mais difícil não é retornar e sim manter a cabeça saudável para seguir o mesmo caminho que vinha trilhando". (L.F.C.)