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Tem até muletas - DE TUDO UM POUCO

23 set 2018 às 20:32


Seja por descuido ou pela correria do dia a dia, não é difícil perder algum objeto pessoal. Em locais de grande fluxo de pessoas, como o Terminal Central e a Rodoviária, o setor de "achados e perdidos" guardam uma infinidade de coisas.

Nos terminais de ônibus, tudo o que é esquecido é levado até a garagem da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina). Os mais comuns são peças de roupa, chaves, celulares e bolsas com documentos, além dos guarda-chuvas. Mas o local também guarda objetos mais inusitados, como escrituras de imóveis, exames médicos e até um massageador. "Até funcionário esquece alguma coisa aqui", disse o responsável pela COT (Central de Operação e Tráfego), Peterson Lopes.


Segundo Lopes, tudo é catalogado e fica no setor durante um mês, passado o prazo os objetos são doados à instituições de caridade. "Se não for assim, ficamos sem espaço", justificou. Ele lamenta que a busca pelo que foi perdido é baixa. "A cada dez coisas perdidas, duas as pessoas vêm buscar. Infelizmente a maioria pensa que se perdeu, outro já pegou e levou embora. Mas ainda tem muita gente de boa índole", comentou.
Na Rodoviária, os objetos perdidos pelos passageiros são levados ao balcão de informações, para uma primeira triagem. Caso seja algum passageiro que tenha achado, o contato dele também é pego. "Muitas vezes quem perdeu gostaria de agradecer quem achou. Isso acontece muito", disse o supervisor Doriedson Pinho. Na supervisão, os perdidos são catalogados com o maior número de informações e características possíveis. "Nunca tivemos o problema de entregar o objeto errado", completou. Após o registro, as coisas são levadas até uma salinha no piso inferior da Rodoviária.



Diversos objetos na garagem da tcgl - massageador, coxinil, escritura de imóvel, tomografia, celulares etc.


Pinho estima que cerca de 100 objetos estejam no setor, uma média de dois são encontrados por dia. Por lá, o que chama a atenção são casinha de cachorro, muletas, bengalas, varas de pesca, um conjunto de facões de caça e até mesmo uma bicicleta adulto, ainda na caixa, que está por lá há pelo menos cinco anos. O tempo mínimo de permanência dos objetos é de 6 meses e se o dono não vier buscar, eles também são doados a quem mais precisa.



Em uma lotérica na Avenida Duque de Caxias, 45 documentos estão expostos à procura dos donos


Lotéricas e Correios também abrigam documentos perdidos
Em uma lotérica na avenida Duque de Caxias, nada mais nada menos do que 45 documentos, entre RG, CPF, título de eleitor, carteira de estudante e Bolsa Família, estão expostos na porta do local, em busca dos seus donos. "O povo vem naquela pressa para pagar a conta, vira as costas e vai embora e o documento fico aqui. Se no documento tem um número de telefone, a gente tenta encontrar a pessoa, mas é muito difícil", disse uma funcionária.

Os documentos perdidos nesses locais são levados até os Correios. Hoje, a empresa tem em seu banco de dados entre 550 e 600 documentos cadastrados eu seu achados e perdidos. Uma atualização é feita de duas a três vezes por semana. Quem perdeu pode consultar via internet, pessoalmente na agência ou por telefone. O preço para retirar o documento perdido é de R$ 5,60. Os documentos ficam por dois meses e depois disso são devolvidos ao órgão emissor, como o Ministério do Trabalho (para a CTPS), Receita Federal (para o CPF) e Secretaria de Segurança Pública (para o RG). Supervisora da agência central dos Correios, Neide da Luz não acredita em falta de informação. "Tem matéria na imprensa, informações na internet. Já cheguei a receber três identidades da mesma pessoa. Ela perde, faz outro, e perde novamente. Existe a falta de interesse também. Acham que fazer outro documento é mais rápido do que procurar o original", finalizou. (E.N).


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