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TECNOLOGIA - Qualificação na palma da mão

01 jul 2018 às 21:26

Se o mundo está na palma da mão, não há desculpas para corrigir e aprofundar toda e qualquer necessidade de capacitação, da falta de conhecimento em um determinado idioma, ao desenvolvimento de alguma habilidade profissional que se faça necessária para encontrar soluções e caminhos de melhorar a entrega do serviço ou produto feito por cada um e até transformar a geração de renda. Gratuitos ou pagos, os aplicativos e plataformas de cursos vêm sendo o endereço de pessoas de todas idades e níveis de escolaridade que já avançaram na compreensão de que aprender e se deleitar nas oportunidades de aprendizado oferecidas são as palavras de ordem para não ser superado.
O diretor acadêmico da Digital House, Edney Souza, explica que a máxima de que a cada cinco anos muda tudo em qualquer profissão, sendo que algumas são transformadas em menos tempo requer que cada pessoa desenvolva a dinâmica de estudar o tempo e, nesse sentido, o advento das plataformas digitais e aplicativos são ferramentas indispensáveis desse lifestyle. "Desde a década de 90, trabalho com programação o que exige uma atualização constante do profissional de tecnologia há mais tempo, mas hoje em dia toda e qualquer profissão está demandando o mesmo tipo de cuidado. Costumo citar o impacto da tecnologia na profissão de motorista, táxi, Uber e já se desenha o modelo de transporte via carro autônomo", observa. Ele acrescenta que profissões tradicionais também sentem o mesmo impacto. "Já tem robô operando à distância, ou sistemas que produzem notícias no caso de jornalistas. No meu entendimento, a parte chata, operacional, fica com o robô, o qual não podemos competir em agilidade e padrão, que são incomparáveis, mas passamos a nos dedicar ao que exige elaboração".
Entrando justamente para atender a lacuna na educação brasileira, que a startup de educação, fundada em 2015 na Argentina, a Digital House, foi organizada como um hub para a formação de profissionais de tecnologia e alta performance. "Os cursos que oferecemos são voltados para o mercado digital. Só no Brasil tem um deficit de centenas de milhares de profissionais para as vagas em aberto, mas considero de grande valia para todas as profissões, por desenvolver a lógica e romper com medos infundados como o de errar de se frustrar com o resultado", acrescenta Souza. Para ele, esse é um dos maiores prejuízos da educação tradicional que valoriza a memorização. "Arriscar, inclusive para aprender um pouco de código fonte de formatação, repetir até aprender e buscar em meio a tantos caminhos aquele mais adequado para conseguir adquirir um novo conhecimento, são requisitos dessa era", orienta.
E isso independe da geração que cada trabalhador nasceu. O jornalista, educomunicador e diretor de contas da ECCO - Escritório de Consultoria e Comunicação, Mauro Rocha, 55 anos, tem um comportamento semelhante a quem nasceu na era digital, tamanha familiaridade em se aprimorar fazendo uso da facilidade oferecida pelas plataformas digitais. Em menos de dois anos, ele acumula cinco novos cursos realizados via app e plataformas, pagos ou gratuitos, onde o ganho de tempo por não precisar se deslocar ao endereço física para ter conhecimento e a qualidade do conteúdo adquirido mesmo sem estar presente o instigam a apostar nessa opção toda vez que uma demanda por novas competências surge. "É mais uma mudança de comportamento e mentalidade sobre a tecnologia, entendê-la que o recurso veio para ser um facilitador, do que perda de qualidade na mudança do modelo presencial para o modo à distância", aponta.

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