Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Publicidade
Publicidade
Publicidade
A PAZ PEDE CARONA

TAXISTAS X UBER - Guerra nas ruas

29 mar 2017 às 20:43

Compartilhar notícia

siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade

As ameças e os conflitos físicos e verbais, registrados no último fim de semana, acirraram a relação entre taxistas e motoristas da Uber em Londrina. Temendo o pior, advogado cobra providências da Câmara de Vereadores e da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) e um ponto final nesta briga. Enquanto um vereador tenta regularizar o novo serviço, o sindicato dos taxistas exige que o município estabeleça os mesmos tributos à Uber e equilibre a concorrência entre os profissionais do volante. Enquanto isso, os passageiros continuam no meio do fogo cruzado.
Vídeos postados no Facebook no final de semana passado mostram um taxista ofendendo um suposto motorista da Uber. Uma das postagens exibe um táxi colidindo propositalmente com um veículo Uber após um dos motoristas ser fechado no trânsito. O fato coloca a vida de um passageiro em risco. A confusão só terminou no Parque Ney Braga, já em Londrina, com a chegada da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Advogado da Associação dos Motoristas por Aplicativos de Celular de Londrina (Ampalon), Eduardo Caldeira protocolou na Câmara de Vereadores e na CMTU, no dia 20 de março, um pedido de providências, entre elas o impedimento da utilização da licença concedida pela Companhia ao taxista filmado na confusão. Para ele, motoristas de táxi que se envolvem em conflitos não possuem condições emocionais de oferecer serviço de transporte de passageiros. "O pedido de providência exige, entre tudo, maior fiscalização sobre os profissionais de táxi. O taxista que proferiu ofensas e agressões não tem condições de exercer a licença devido ao desequilíbrio emocional", ressalta o advogado, acrescentando que uma ação criminal também foi protocolada pelo advogado da Uber, além do registro de boletins de ocorrência na Polícia Civil.
O advogado da Ampalon comenta sobre os conflitos registrados no último fim de semana. "As últimas agressões, físicas e verbais, foram registradas entre sábado e domingo. Elas iniciaram-se em uma festa e se estenderam durante o dia", revela Caldeira. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)

Expo pode acirrar o duelo
Com a chegada de grandes eventos, como a Expo Londrina, que começa nesta quinta-feira, por causa da grande demanda de clientes, o advogado teme que a relação entre motoristas fique mais violenta. "Com a chegada da Exposição, profissionais de táxi e Uber vão se encontrar nas proximidades do parque Ney Braga, casos mais graves poderão ocorrer. O objetivo é evitá-los. Por isso cobramos uma fiscalização mais severa dos órgãos sobre os casos, antes que mortes aconteçam", alerta o advogado.
A Uber é uma empresa multinacional norte-americana, que oferece serviços eletrônicos no transporte privado urbano, por meio de aplicativo. Caldeira reforça que o serviço tem respaldo em lei federal. "Foi considerado como transporte privado individual. Também é preciso relembrar que a lei federal 12.587/2012 trata das diversas classificações de transportes, dentre elas as classificações em público e privado. Algumas cidades já tratam da regularização do serviço. Outras, como Londrina, ainda seguem pendentes", esclarece. (P.M.)

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Publicidade


Punição aos envolvidos
Um projeto do vereador Rony Alves quer regulamentar aplicativos de transporte de passageiros, como o da Uber, que atua em Londrina desde agosto de 2016. A proposta foi apresentada e protocolada na Câmara no dia 7 de fevereiro. De acordo com a assessoria de comunicação da Câmara de Vereadores, no dia 5 de março a Comissão de Justiça discutiu e sugeriu ouvir a CMTU e a Secretaria Municipal de Fazenda. O plenário teria aprovado o parecer da Comissão de Justiça, mas o projeto seguia em analise na CMTU e na Fazenda. Ambos têm até o dia 8 de abril para se manifestar.
A CMTU ouve nesta semana os taxistas e motoristas de Uber envolvidos nas últimas trocas de agressões. A apuração deve ser concluída em 90 dias. Tanto os profissionais de táxi quanto de Uber podem receber multa, suspensão ou cassação da autorização para prestação de transporte público individual. O julgamento será feito por uma comissão, que vai ouvir todos os envolvidos. A reportagem também tentou ouvir o prefeito Marcelo Belinati, mas o núcleo de comunicação informou que ele não irá se pronunciar no momento. (P.M.)

Cadastre-se em nossa newsletter

Sindicato espera a regularização, mas...
O presidente do Sindicato dos Taxistas de Londrina, Antônio Pereira da Silva, com ressalvas, revela que concorda com a regularização do projeto do vereador Rony Alves. "A população é a favor, nós também. Porém esperamos que seja dentro dos moldes exigidos aos taxistas: veículos com placas vermelhas, indicativos e identificações. Que sejam cobradas as taxas pagas pelos taxistas. Taxas gerais, que ultrapassam R$ 5 mil, do Ipem (Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Paraná), para a verificação do taxímetro, da CMTU, para inspeção e renovação da licença, adesivagem do veículo, entre outras. Para que eles (da Uber) possam dar mais segurança aos usuários", observa Silva, acrescentando. "Há 400 táxis ativos hoje em Londrina. O professor Rony Alves fala em 80% de Uber sobre esta frota, nós acreditamos que 20% são suficientes", finaliza o presidente. (P.M.)


Publicidade

Últimas notícias

Publicidade
LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas